Gil e Buarque prometem recuperar o Museu Nacional

Os ministros da Educação, Cristovam Buarque, e da Cultura, Gilberto Gil, assinaram ontem convênio para ampliar e restaurar o Museu Nacional, criado em 1818 por d. João VI, na Quinta da Boa Vista. Embora tenham ressaltado a importância da recuperação do prédio, cuja estrutura precária põe em risco acervo de 12 milhões de peças, eles não souberam informar a fonte dos R$ 40 milhões necessários à obra."Quando há um terremoto, ninguém pergunta de onde vem o recurso, o dinheiro aparece", disse Cristovam, num tom diferente do adotado quando reclama da escassez de verbas para educação. Para Gil, a verba, seja qual for a origem, não será repassada já, admitindo a possibilidade de o projeto não ser concluído no governo Lula. A idéia é que a sede do museu seja usada apenas para as exposições. As atividades de ensino e pesquisa seriam realocadas para anexos, numa área de quase 15 mil metros quadrados.Gil destacou a importância cultural, turística e educacional do museu, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938. Algo já é certo: parceria. A Petrobrás investe no museu desde 1996. "Estamos abertos para o setor privado", anunciou Cristovam, quer quer conversar também com Estado e prefeitura do Rio.

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