Gil defende em Nova York o software livre

Como representante do governo brasileiro, o minstro Gilberto Gil abriu, segunda-feira, a série de debates Voices of Latin American Leaders, organizada pelo cientista político, escritor e ex-ministro das relações exteriores do México, Jorge Castañeda, que é professor de Ciências Políticas e Estudos Latino-americanos na Universidade de Nova (NYU). "Temos de interagir no nível internacional com outras manifestações humanas e, ao mesmo tempo, sermos capazes de proteger a dimensão local para dar atenção à diversidade que a história produziu na América Latina, na África, na Ásia e em todo lugar. Isso é fundamental", sublinhou o ministro em sua palestra. Para ele, é inevitável o paradoxo de um país abrir-se para culturas estrangeiras e proteger a indústria cultural doméstica. "Os ministros da Cultura têm de desenhar políticas públicas para cuidar desses problemas. Temos de dar corpos, identidades para o processo de globalização e isso virá da dimensão local e original", disse Gil. A política governamental brasileira de apoiar o software livre, e a decisão dele, como artista, de participar de uma rede mundial de autores que abrem mão dos direitos autorais para ampliar a divulgação de suas obras foram os dois principais exemplos citados por ele como meios de democratização da cultura. "Se eu tenho falado tanto da cultura dos outros e ela tem sido tão importante para a minha arte, por que não deveriam os outros também proporem novos usos para o que criamos no Brasil?", argumentou. Em Nova York, além de acompanhar o presidente Lula na abertura da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas e fazer a palestra na NYU, Gil também tinha na agenda, ontem à noite, uma apresentação do seu show Eletracústico, no Town Hall. Na sexta-feira, ele leva o mesmo show para a Cidade do México.

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