Gergiev justifica sua condição de onipresente

A os 59 anos, o maestro russo Valery Gergiev (foto) é um dínamo. Parece estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Além de ser diretor do Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, lidera a London Symphony, é regente convidado do Scala de Milão e do Metropolitan Opera House de Nova York. Seu CD traz os dois concertos de piano de Shostakovich e o quinto de Rodion Shchedrin, com o pianista Denis Matsuev. O primeiro é uma resposta irônica às violentas críticas que sofreu do regime soviético em 1936, por causa de sua ópera Lady McBeth de Mtsensk. O segundo foi composto em 1957 para seu filho Maxim brilhar. Em ambos os casos, música de alta qualidade em interpretações vibrantes. O concerto no. 5 de Shchedrin é convencional, como sua obra. Ele é musicalmente conservador e politicamente oportunista (sempre se deu bem com os poderosos desde os tempos da URSS). Tem recebido apoio de Gergiev, amigo de Putin. Sua inclusão no CD é dispensável e destoa em relação aos concertos de Shostakovich. / JOÃO MARCOS COELHO

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