Geladeiras antigas viram arte na Bienal de Havana

Uma proposta de artistas cubanos transformou cerca de 50 refrigeradores dos anos 40 e 50 (verdadeiras relíquias) em outras tantas obras-de-arte que evocam carros clássicos, ataúdes, cadeados ou latas de cerveja gigantescas.Na 9.ª Bienal de Arte, em curso em Havana até 27 de abril, Manual de Instruções está entre as idéias mais originais, com a premissa de transformar as geladeiras antigas ("fríos", como são chamadas em Cuba) em arte."São 52 geladeiras que sofreram a intervenção de 55 artistas cubanos, seis deles residentes no exterior", disse à ANSA Mario Miguel González, o Mayito, um dos produtores do projeto, junto com o artista local Roberto Fabelo.Trabalhados a óleo, acrílico, areia, folha de palmeiras e latão entre outros materiais, os refrigeradores (quase todos de marcas norte-americanas, como Westinghouse e Frigidaire), surpreendem, ao virarem um carro, um imenso coração atravessado por uma flecha, um féretro.Good Bye Rocco, por exemplo, é obra do ator Jorge Perugorría que transformou a geladeira Rocco (do filme Morango e Chocolate) em um ataúde azul com véus brancos salpicados de girassóis e um motor no lugar do defunto. Uma gigantesca lata de cerveja Cristal é a obra de Miguel Leiva, enquanto que Eulises Niebla converteu o seu artefato em um cadeado com chave e tudo, intitulado High Security.Inaugurada em 27 de março, mais de uma centena de exposições, performances e projetos de uns 230 artistas de 52 países integram a 9ª Bienal de Artes Plásticas que se estenderá até 27 de abril, nesta edição sob a temática de "dinâmicas da cultura urbana".

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