Gaultier, entre chocante e extravagante

Jean-Paul Gaultier apresentou nesta quinta-feira nas passarelas de Paris as mais inacessíveis propostas, no limite entre o chocante e o extravagante. A coleção foi de ternos de corte masculino a sofisticados figurinos para a noite.Ao que parece a mensagem do estilista nesta semana da alta costura francesa foi que a mulher pode continuar sendo feminina ainda que vestida de homem. Depois de um longo período, a maison Gaultier decidiu desta vez deixar de lados suas coleções excessivamente femininas nas texturas e detalhes para exaltar os valores da mulher moderna através da elegância masculina.As roupas se inspiraram no estilo austro-húngaro, com jaquetas de hussardo e vestidos de corte amplo e mangas largas. A primeira rodada contou com modelos inteiramente vestidas de homem. A referência geográfica "é só um pretexto para mostrar os rostos da feminilidade, para ilustrar um modo desenvolto e sofisticado de se vestir", disse Gaultier, que leu em voz alta trechos do romance erótico A História de O (escrito por Pauline Reage em 1954) enquanto as modelos caminhavam pela passarela.A coleção exibida era igualmente provocativa, com ampla mistura de materiais e corpos à mostra. Os vestidos, em especial, misturaram mohair com couro, cetim com veludo, provocando entusiasmados aplausos de clientes célebres do estilista, como Puff Daddy, Sting, Dennis Hopper e Catherine Deneuve, e também de colegas como Sonia Rykiel e Donna Karan.

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