Olga Maltseva / AFP
Olga Maltseva / AFP

Gatos do museu russo Hermitage herdam 'fortuna' de médico francês

História remonta à assinatura, em 1745, pela imperatriz Isabel I, de uma ordem para encontrar 'os melhores gatos, os maiores, e mais aptos para capturar ratazanas'

AFP, Redação

09 de dezembro de 2020 | 09h14

Um médico francês deixou uma herança de 3 mil euros (3.600 dólares) aos gatos que vivem nos porões do Hermitage, em São Petersburgo, e que se tornaram um dos símbolos da cidade, informou o famoso museu russo nessa terça-feira, 8.

"Recebemos a informação sobre a herança neste verão (boreal). Por enquanto, o procedimento está na fase das burocracias legais que estão em sua fase final", informou o serviço de imprensa do maior museu de arte da Rússia à AFP.

Segundo esta fonte, a "fortuna" foi deixada por Christophe Batard, um médico francês que morreu aos 51 anos.

"Nosso amigo francês fez algo notável. É um gesto belíssimo", comentou o diretor do Hermitage, Mikhail Piotrovski, durante uma coletiva de imprensa, propondo que o dinheiro herdado pelos gatos seja utilizado para restaurar os porões onde vivem.

A história dos gatos do Hermitage remonta à assinatura, em 1745, pela imperatriz Isabel I, filha de Pedro o Grande, de uma ordem para "encontrar em Kazan os melhores gatos, os maiores, e mais aptos para capturar ratazanas, com a intenção de enviá-los à corte de Sua Majestade". 

O Hermitage abriga atualmente cerca de 70 gatos que caçam roedores neste vasto museu da antiga capital imperial russa.

 

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