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Gary Oldman volta às sombras em 'O Espião Que Sabia Demais'

Ator comentou em entrevista como foi trabalhar no elogiado suspense baseado no livro de Le Carré

IAIN BLAIR, REUTERS

08 de dezembro de 2011 | 18h26

LOS ANGELES (Reuters) - Gary Oldman estrelou alguns dos maiores sucessos de bilheterias dos últimos tempos, incluindo as franquias Harry Potter e Batman, de Christopher Nolan. Mas Oldman construiu sua carreira interpretando alguns personagens sombrios, como Sid Vicious, Lee Harvey Oswald e Drácula, para citar alguns.

Com o seu novo filme O Espião Que Sabia Demais, que chega aos cinemas norte-americanos na sexta-feira, o ator volta aos cenários sombrios para interpretar o bem-educado, mas durão, espião George Smiley neste emocionante conto da Guerra Fria sobre espiões britânicos e russos e traidores, baseado no famoso romance de John le Carré.

Oldman conversou com a Reuters sobre o filme, seu papel e as constantes mudanças que costumam enriquecer sua diversificada carreira.

Esta foi uma boa mudança de ritmo para você.

Totalmente, e isso foi parte do apelo. Eu estava obviamente familiarizado com o filme e com Smiley antes de receber a proposta... mas é um pouco como um ator receber o convite para fazer Hamlet ou Lear. Você já sabe o papel.

Então, não tem medo de interpretá-lo?

Não, tenho muito medo. Pensei duas vezes - mais que duas vezes - sobre o assunto. Os dragões estão em sua cabeça, não? Mas você tem que matá-los, e ele foi o meu tipo de inimigo. Uma vez que nós começamos, ele se tornou um pouco de um guia espiritual. Talvez ele estivesse olhando por cima do meu ombro.

Quanto de Gary Oldman está em George Smiley?

Ele tem essa relação muito incomum, inadequada e masoquista com sua esposa. Há um pouco da vítima em George, já que ela está sempre fora tendo casos, e ele parece sempre aceitar ela e essa situação. Você fica com a sensação de que ele a tem de volta e eles não discutem. Ele a ama muito. Então você vai para a fonte da experiência quando você interpreta alguém como Smiley. Todos nós estamos lá, de uma forma ou de outra.

Você fez muita pesquisa?

R: Eu não fiz muita coisa além do livro e do roteiro, porque nós também tivemos acesso a le Carré, então eu falei com ele... Ele estava no MI5 (agência de inteligência britânica), e eu peguei pequenos detalhes de seu cérebro. Ele tinha todas essas grandes histórias.

O filme foi dirigido por um sueco, Tomas Alfredson. Parece uma escolha improvável para um projeto britânico como este?

Sobre o papel, sim, mas havia alguns diretores britânicos que não iriam topar. O livro, e as séries de TV, eram considerados um Santo Graal que você não deve mexer. Então, as pessoas tinham medo de chegar perto dele, e Tomas foi atrás e fez um trabalho fantástico. Não é tudo sentimental, o que poderia ter acontecido com um diretor britânico cheio de reverências a ele.

No próximo ano você estará de volta no filme de Christopher Nolan, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. O que os fãs podem esperar?

Uma história fantástica e uma grande conclusão da trilogia. É verdadeiramente épico... Eu acho que Nolan se superou aqui.

Você também fará Elvis em Guns, Girls, Gambling no ano que vem?

Sim, é um pouco alternativo e eu sou um imitador do Elvis - não muito bom. Eu sou o Elvis mais velho, no macacão branco.

Você também não está interpretando Merlin no novo Arthur e Lancelot

Não, há rumores. Estamos falando sobre isso. Tecnicamente, estou fora do trabalho neste momento.

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