Garoto é símbolo do evento

Foi uma abertura marcante para os moradores e visitantes que conhecem o jovem guitarrista Giuliano Eriston. Com arranjos do pianista Jânio Silva, outro aluno assíduo das oficinas no ano passado e neste, Eriston recebeu Arismar e Carrilho, que além de mestres, já são considerados amigos. Tocou duas composições próprias e temas de João Donato, Toninho Horta e Jacob do Bandolim.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2010 | 00h00

O garoto, o irmão (que toca bateria em sua banda) e o pai se mudaram de Bela Cruz para Jeri depois do festival do ano passado. Em 2009, Eriston citava roqueiros como Steve Vai entre suas influências. Hoje, ele é outro. "Mudei do rock para o choro, por influência desses músicos que vieram pra cá. De novo fiz oficina com Arismar e aprendi mais coisas, novos acordes", diz.

Para Capucho, organizador do evento, Eriston é o símbolo do festival. O produtor fez questão de comprar uma guitarra Ibanez nos Estados Unidos e entregou de presente ao garoto ao fim do show. Sua evolução e toda a influência que exerce nos amigos (dizem que seu irmão passou a se dedicar mais à bateria espelhando-se no exemplo dele) são ecos da importância de um evento como este ter se instalado ali.

Novos instrumentos foram doados à escola de música de Jericoacoara e para a orquestra de Jijoca, como violinos, flautas e violões. Representantes de festivais internacionais da Alemanha, da Macedônia e dos Estados Unidos, como Dennis Broughton, que organiza o Brazil Camp California, e realizou um evento em Ubatuba este ano, estiveram presentes firmando parcerias. Alessandro Penezzi (que já tocou no Brazil Camp) vai à Macedônia com Alexandre Ribeiro fazer show de lançamento do CD Cordas ao Vento, que eles mostraram em primeira mão em Jeri.

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