Garoto Bombril recebe proposta da Assolan

Nem bem anunciou sua despedida das propagandas da Bombril, Carlos Moreno, que esteve à frente da campanha criada por Washington Olivetto por 26 anos, já recebeu uma proposta da Assolan, maior concorrente da marca. Para ele, a ética o impede de aceitar o trabalho. Depois de incorporar incontáveis personagens e de estrelar cerca de 300 comerciais, Moreno conta que já se incomodou de ser conhecido só por causa da propaganda, que ganhou um bom dinheiro com ela, mas que não ficou rico e não pode parar de trabalhar. "Não se preocupem, senhoras. Eu fiz um bom pé-de-meia", disse ele na última propaganda, que foi ao ar ontem. Moreno falou ao JT sobre o rompimento com a Bombril e novos projetos. Jornal da Tarde - Disseram que a causa do rompimento seria financeira. Isso é boato?Carlos Moreno - Não foi por causa de dinheiro! Sei que a atual diretoria da Bombril está fazendo um trabalho heróico para manter a empresa produzindo bastante, mas a empresa não me deve um centavo. A história de um possível contrato com a concorrente Assolan existe? Eu realmente fui sondado pela Assolan. Mas, neste momento, não trabalharia com a concorrente, pois seria antiético. Acho ainda que o público consideraria essa atitude como uma traição. Assim como aconteceu com o caso do Zeca Pagodinho, por exemplo? O caso é um pouco diferente. Tratava-se de um comercial de cerveja e o Zeca não era um personagem. Ele tem uma imagem de malandro que o garoto Bombril não tinha. Meu personagem transmitia segurança, confiança. Se eu aparecesse fazendo propaganda para a concorrente aposto que o telespectador diria: "Até ele?".

Agencia Estado,

23 de agosto de 2004 | 16h36

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