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Garota engraçada

No Brasil, a legalmente loira fala do novo filme, Guerra É Guerra

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2012 | 03h10

Reese Whiterspoon guarda excelente lembrança de São Paulo, onde esteve como embaixadora da Avon. "Tive uma das melhores noites da minha vida, dançando e tomando caipirinha." Por uma falha na tradução - ela disse isso na coletiva de lançamento de Guerra É Guerra, que estreia na sexta-feira, dia 16 -, a história já circulou na internet como se Reese tivesse detestado São Paulo. "De verdade? Vamos tomar cuidado com o que vou dizer agora" - e ri, uma risada gostosa. Por mais que queira ficar bem com os paulistanos, Reese está encantada com o Rio. "É o paraíso. É um lugar de gente muito bonita. Perguntei no hotel se alguém já havia dito isso e me responderam que o tempo todo. Vou me planejar para passar as próximas férias aqui."

Um Oscar - por Johnny e June -, pelo menos dois grandes sucessos, daqueles de arrasar quarteirão (Legalmente Loira 1 e 2), tudo isso faz de Reese uma das estrelas mais conhecidas de Hollywood. Qual é a coisa mais positiva de ser uma estrela internacional? "É ser uma estrela internacional", ela retruca. E a mais negativa? "Não sei se existe realmente alguma coisa negativa. Talvez a invasão de privacidade. Já tive momentos em que mídia foi muito invasiva." O fato de ter virado embaixadora da Avon aumentou ainda mais a popularidade. No Brasil, por exemplo, o público já se acostumou a vê-la nos comerciais da empresa de cosméticos.

Ela é a prova de que a linha de beleza faz bem. A Reese que você vai ver na tela em Guerra É Guerra está luminosa. É outra mulher em relação àquela que estrelou Água para Elefantes e que mais parecia a mãe de seu galã, o jovem Robert Pattinson, da saga Crepúsculo. Reese só tem elogios para ele: "É sweet. E tem uma paciência infinita com os fãs". A maternidade é um assunto sobre o qual não se furta de falar. "Foi uma experiência decisiva na minha vida, acredito que seja na vida de toda mulher." Os filhos formam um casal. Embora ainda sejam muito jovens para pensar em carreiras, Reese acha que ele vai fazer arquitetura e ela, alguma coisa ligada à música. "São ambos muito talentosos", diz a mãe coruja.

Antes, Reese os carregava nos sets de filmagem. Hoje, que estão maiores - têm a escola, os amigos -, sua estratégia é outra. Poderia fazer dois, três filmes por ano. Faz um. E marca de cima. "Em casa, corto a internet de noite. E não tem essa coisa de e-mails privativos." Curiosamente, em Guerra É Guerra, sua personagem é tão refratária a relacionamentos que uma amiga posta seu perfil na rede. É assim que ela conhece o personagem de Tom Hardy. É um dos dois com quem se relaciona no filme de McG. O outro é Chris Pine, que foi o jovem Kirk do diretor em Star Trek. Numa cena, Butch Cassidy passa na TV. No western cultuado de George Roy Hill, Katharine Ross forma um triângulo com Paul Newman e Robert Redford. O filme antigo era mais ousado, em termos. Agora, Reese se decide por um. Ela acha que tinha mesmo de escolher? Uma mulher não pode se dividir entre dois homens? No Brasil, há o caso famoso de Dona Flor e Seus Dois Maridos, livro de Jorge Amado que virou filme (de Bruno Barreto) e agora vai ser minissérie da Globo. Reese avaliza a escolha de McG. Não sabe qual deles escolheria, se tivesse de optar, na vida.

"Chris é alto, loiro, Tom é tatuado. Em diferentes momentos da minha vida, teria ficado com um, ou outro." Sua primeira cena com Chris Pine é um encontro numa locadora. Ele não sabe que ela está saindo com seu amigo - os dois são espiões e, ao descobrir que compartilham a mesma mulher, vão usar a estrutura da CIA para investigar os avanços de cada um. Na locadora, Pine sugere a Reese um clássico de Alfred Hitchcock, A Dama Oculta. Ela disserta sobre o mestre do suspense, diz que ele fez coisas melhores - e aproveita para psicanalisar Pine. A cena foi escrita pelos roteiristas, claro, mas Reese teria condições de fazer aquela crítica? "Ninguém que esteja fazendo filmes há tanto tempo quanto eu deixa de desenvolver um sentimento crítico", ela avalia.

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