Garbage e Suede arrebatam público de festival em SP

Mesmo sem ter um grande nome como chamariz em seu line-up, a exemplo das edições passadas - vide Strokes no ano passado, Smashing Pumpkins em 2010 e a cantora Lily Allen em 2007 -, o festival Planeta Terra 2012 manteve a trajetória de sucesso do evento. Com ingressos esgotados, a maratona de 11 horas de shows levou 30 mil pessoas no sábado ao Jockey Club de São Paulo, para onde o festival foi transferido depois que o Playcenter foi desativado.

AE, Agência Estado

22 Outubro 2012 | 10h33

O novo endereço, aliás, funcionou bem. Melhor até quando comparado ao festival Lollapalooza, que estreou no Brasil em abril deste ano e também ocupou o Jockey. Com dois palcos, três a menos do que o Lolla, esta sexta edição do Terra mostrou-se mais organizada - e menos confusa - do que a logística do outro festival. Além disso, o público encontrou facilidade para se deslocar de um palco ao outro. Os shows começaram com uma pontualidade britânica, o que é de extrema importância para todos os envolvidos, incluindo bandas e público, em se tratando de um festival com uma programação extensa. Por outro lado, houve problemas de som no palco principal.

De volta ao Brasil, o Kings of Leon fechou a noite no palco principal com uma apresentação inicialmente morna, que só foi empolgar mais a plateia quando o grupo de Nashville, formado pelos irmãos Caleb (guitarra e vocal), Jared (baixo), Nathan (bateria) e pelo primo deles Matthew (guitarra), da família Followill, tocou hits como "Sex on Fire" e "Use Somedoby" (ambos do álbum "Only by the Night", de 2008). A canção "Molly?s Chambers", sucesso que fez a banda ficar conhecida, no início dos anos 2000, abriu a apresentação, seguida por "Taper Jean Girl", "Four Kicks" - essas duas do segundo disco, "Aha Shake Heartbreak" - e "The Immortals", do trabalho mais recente, "Come Around Sundown" (2010).

Antes do quarteto, a banda americana Garbage, liderada pela escocesa Shirley Manson, protagonizou um dos melhores shows desta edição do festival. Com um atraso de duas décadas, o grupo se apresentou pela primeira vez no Brasil e provou que continua em forma. Muito popular nos anos 90, o grupo, como havia prometido, não deixou de fora seus antigos hits, como "Paranoid", "Stupid Girl", "Milk" e "Only Happy When it Rains", nem seus lados B e canções do novo disco, "Not Your Kind of People", como "Automatic Systematic Habit" e "Control".

Atração anterior ao Garbage, a banda Suede, representante do britpop noventista e que voltou a se reunir em 2010, apostou nos clássicos em sua primeira passagem pelo Brasil. Em uma hora de apresentação, emendou um hit atrás do outro, começando por "She", do terceiro álbum, "Coming Up", seguida por "Trash", "Filmstar" e "Animal Nitratre". Na balada "Saturday Night", o vocalista Brett Anderson desceu do palco e cantou a música perto do público. Outra balada, "The Wild Ones", do segundo disco, "Dog Man Star", foi um dos momentos que mais agitaram quem via o show, que teve também "We Are The Pigs", "Metal Mickey" e "Cant''t Get Enough", e foi encerrado por "Beautiful Ones".

A banda californiana Best Coast e a brasileira Mallu Magalhães já haviam passado pelo palco mais cedo. Única brasileira do palco principal e responsável pela abertura dele, Mallu fez um show curto, de cerca de 45 minutos, com a turnê Pitanga a tiracolo. Visivelmente nervosa, ela chorou enquanto cantava "Ô Ana", queixou-se dos problemas de som e pediu para tocar a música de novo. Com o rímel borrando seu rosto, prosseguiu mais calma, alternando-se entre violão e teclado.

Com voz segura e aparência frágil, Mallu cantou em inglês, um de seus fortes como intérprete, em músicas como "In The Morning" e um cover de "All of Me", de Louis Armstrong. Fez outro cover, em espanhol, de "Me Gustas Tu", hit de Manu Chao. As informações são do Jornal da Tarde.

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