Ganhos e perdas numa história cujo fecho não está na tela

Crítica: Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2011 | 03h07

JJJJ ÓTIMO

JJJ BOM

Na entrevista ao lado, Tony Goldwyn conta dos anos de luta para fazer A Condenação. E ele diz, sendo ator, que sabia que a história precisava da atriz certa para funcionar. Em 2004, ao assistir a Menina de Ouro, Goldwyn descobriu que sua busca acabara. Só tinha de cooptar Hilary Swank para o papel.

Irmãos - desde Caim e Abel, na Bíblia, que eles vivem para se matar. A irmã de A Negociação ama tanto o irmão que vira advogada para tentar libertá-lo, quando ele vai preso, condenado por assassinato. Ainda na entrevista, Tony Goldwyn desculpa-se por seu filme não ser melhor. Diz que ainda está 'aprendendo'.

A trilha às vezes adoça excessivamente o que parece amargo. Mas não é só Hilary que é boa. O irmão, Sam Rockwell, também é bom. O próprio Goldwyn diz que seu tema mais secreto é o crescimento interior da personagem de Hilary. É um processo doloroso, feito de ganhos e perdas. Algumas das melhores cenas de A Condenação tratam da relação de Hilary com os filhos, após a separação. Ela precisa cooptá-los. E tem uma amiga, sem a qual não teria chegado tão longe.

Violência, corrupção, prepotência. A guarda penitenciária, a governadora, as mulheres podem ser umas pestes - para contrabalançar a devoção da irmã. O mais incrível não está na tela. Ocorreu seis meses depois. Procure na internet. Tony Goldwyn diz que não foi até o fim para não cortar a placenta do espectador. Seria doloroso demais, após tanto sofrimento.

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