Galliano é condenado

Estilista foi considerado culpado por insultos antissemitas

, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2011 | 00h00

O estilista britânico John Galliano, de 50 anos, foi declarado culpado por ter proferido insultos antissemitas e sua pena foi uma multa suspensa de 6 mil. A sentença foi anunciada ontem no Palácio de Justiça de Paris. Ele não esteve presente na audiência.

Por causa do escândalo, Galliano foi demitido da casa Christian Dior, onde trabalhava como diretor artístico da marca. Desde março, ele foi objeto de dois processos pelos insultos antissemitas e racistas contra clientes de um bar no bairro parisiense do Marais, o La Perle. O estilista poderia ter sido condenado a até seis meses de prisão e multa de 22,5 mil.

A pena imposta pelo Tribunal Correcional de Paris foi mínima, considerando que se refere a 4 mil por um primeiro incidente ocorrido no dia 24 de fevereiro, e a 2 mil por um segundo, registrado em 18 de outubro de 2010 no mesmo bar La Perle. Pela legislação francesa, a multa suspensa, na verdade, só deve ser paga se o estilista voltar a insultar judeus ou proferir comentários racistas. Entretanto, foi ordenado que Galliano pague 16,5 mil pelos custos penais dos demandantes - três indivíduos e cinco associações -, além da quantia simbólica de 1 por danos a cada um.

No dia 22 de junho, John Galliano esteve no Tribunal Correcional de Paris e declarou que padecia dos efeitos de um "triplo vício" - álcool, soníferos e remédios - quando fez os insultos. "Não me lembro muito bem o que ocorreu", ele afirmou, emendando ainda que sofria de sobrecarga de trabalho.

Um dos processos ao estilista foi apresentado por uma mulher que, no dia 18 de outubro de 2010, foi chamada por Galliano de "puta e judia feia de merda" quando frequentava o bar. Já depois, em 24 de fevereiro e no mesmo local, Galliano afirmou: "Amo Hitler (...) gente como vocês estariam mortos." / AFP e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.