Galerista compra obra roubada de museu cubano

Instituição de Havana não havia se dado conta do furto do quadro de Eduardo Abela

EFE

28 de fevereiro de 2014 | 17h51

Galerista sediado em Miami, nos EUA, Ramón Cernuda afirmou ontem que adquiriu uma pintura do artista cubano Eduardo Abela (1889-1965) sem saber que a obra havia sido roubada do Museu Nacional de Belas Artes de Cuba, em Havana. "Há duas semanas nossa galeria comprou uma obra de Abela e, ao realizar o processo de catalogação e investigação descobrimos que ela havia sido retirada do MNBA", disse à agência Efe. O marchand acredita que haja outras obras com essa mesma procedência no mercado.

Cernuda contou que viu registro do roubo em um catálogo publicado na Espanha pela filha de Abela, nome da vanguarda artística cubana nas décadas de 1920 e 30. Comunicou que entrou em contato com funcionários do museu pedindo a confirmação sobre a informação de roubo. "Não sabiam de nada e se inteiraram do assunto depois de meu telefonema", afirmou o galerista, de origem cubana. Ele adquiriu a pintura a óleo 'Carnaval Infantil' por US$ 15 mil.

Segundo Ramón Cernuda, a história pode ser "a ponto do iceberg" de um saque em grande escala ao museu de Havana. Conta que o vendedor do quadro tinha posse ainda, em Miami, de dezenas de pinturas de outro artista, Leopoldo Romañach (1882-1951), todas elas "cortadas com facas". As informações sobre o ocorrido serão enviadas pelo Museu Nacional de Belas Artes cubano à Interpol. 

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