Galeria Olido aposta na arte contemporânea

O antigo cinema localizado na Avenida São João ganha não apenas uma nova cara, mas vida. A partir do dia 10, a Galeria Olido abre suas portas para o público, que poderá conferir uma programação diversificada espalhada por nove mil metros quadrados, além de usufruir de um belo espaço arquitetônico. O projeto custou cerca de R$ 2,5 milhões e levou dez meses para ficar pronto. Durante entrevista coletiva, ontem, o secretário Municipal da Cultura, Celso Frateschi, destacou a importância dos apoiadores como a Petrobrás responsável pela implantação da programação, Santander fornecedor do equipamento para cinema e da construtora Savoy, além de apresentar a programação. De acordo com o secretário, a abertura do Olido está ligada ao processo de revitalização da região central da cidade. "Não temos a intenção de buscar o glamour dos anos 50, mas pretendemos apresentar uma agenda contemporânea, com os olhos voltados para o século 21." O que pode ser observado no perfil da programação, que será aberta com a exposição de fotografia Povos de São Paulo - Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica, na sala Mario Pedrosa. Divididos em dez grupos, 124 fotógrafos visitam a cidade e mostram o seu olhar sobre essa terra de imigrante. O público também poderá conferir as Videocrônicas, um vídeo realizado por cinco diretores - personagens contam histórias de imigração. "A idéia de toda a programação é refletir a cultura urbana, além da diversidade dos grupos sociais e culturais presentes na cidade. A curadoria é feita por uma comissão, três pessoas de notório saber e três eleitos pelos artistas que enviam seu projetos após edital. A comissão escolhe os melhores", diz Frateschi. Outra característica marcante da galeria é a abertura de espaço para a criação e construção de novos espetáculos, como quatro salas destinadas a ensaios e produção de dança, além de uma para apresentação de espetáculos. Já os artistas do circo terão como referência o Espaço Piolim, um centro de referência do riso, voltado para atividades circenses. Sob curadoria do diretor dos Parlapatões, Hugo Possolo, o espaço funcionará como um ponto de encontro e de debates entre os artistas. "Não queremos lotear o espaço e sim abrir para o diálogo, promover o intercâmbio, a reflexão e dar visibilidade a esse grupo. O Núcleo de Estudo do Circo oferecerá apostilas, vídeos e livros sobre a história do circo", afirma Possolo. O compositor Tom Zé abre a agenda musical e fará de 15 a 18 um show em homenagem à cidade. E Livio Tragtenberg realiza um sonho de 20 anos com Neurópolis, que pretende reunir músicas de rua de São Paulo em uma orquestra, para uma composição original. "Será um trabalho intenso de criação musical, algo original, com o intuito de dignificar esses músicos de rua", observa Tragtenberg. Uma sala de cinema com 240 lugares dará espaço aos cineastas paulistanos e aqueles com dificuldades de entrar no circuito, como destaca o secretário. "Documentários, curtas e o cinema produzido em São Paulo terão prioridade, assim como estréias de filmes patrocinados pela Petrobrás." A galeria também abriga um projeto de cultura digital e telecentro.

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