Eliana Aponte/Reuters
Eliana Aponte/Reuters

Gabriel García Márquez lança livro com 22 discursos

'Yo no Vengo a Decir Un Discurso' é uma coletânea de 22 textos escritos como discursos ao longo de sua vida

EFE

05 de outubro de 2010 | 15h46

Seis anos depois do lançamento do seu último romance, "Memórias de Minhas Putas Tristes", chegará à Espanha e à América Latina em 29 de outubro o novo livro de Gabriel García Márquez, "Yo no Vengo a Decir Un Discurso" ("Eu não venho apresentar um discurso", em tradução livre), coletânea de 22 textos escritos como discursos ao longo de sua vida.

 

A editora Mondadori informou nesta terça, 5, que os textos do Prêmio Nobel de Literatura reunidos na coletânea foram escritos para serem lidos por ele próprio diante de plateias, e que vão desde aqueles produzidos quando o escritor tinha 17 anos, para se despedir dos companheiros que se formavam no Liceu de Zipaquirá, em 1944, até o discurso de lido em 2007, ao completar 80 anos, perante a Academia da Língua e o rei da Espanha.

 

A frase "Eu não venho apresentar um discurso", escolhida por "Gabo" para dar título ao livro, foi a advertência feita aos companheiros do Liceu nas primeiras linhas do texto de 1944.

 

Em "Como Comecei a Escrever", pronunciado já após o sucesso de "Cem Anos de Solidão", em 1970, previne seus ouvintes de sua aversão por falar em público: "Eu comecei a ser escritor da mesma forma como subi a este palanque: à força".

 

 

Ao receber o Prêmio Rómulo Gallegos por "Cem Anos de Solidão", em 1972, o escritor afirma que aceitou fazer duas das coisas que tinha prometido a si mesmo "não fazer jamais: receber um prêmio e proferir um discurso".

 

No entanto, a rejeição mudaria dez anos depois, ao receber o Nobel de Literatura e ter de escrever o discurso mais importante de todos. O resultado foi "A Solidão da América Latina", considerado uma obra-prima.

 

Segundo a editora, os textos compilados, em sua maioria inéditos, não só sintetizam suas obsessões como escritor, como também recolhem assuntos que o preocuparam como cidadão, como os problemas do seu país natal, a Colômbia, a proliferação nuclear e os desastres ecológicos, além do futuro da juventude e da educação na América Latina, entre outros.

 

A leitura desses textos levou Gabriel García Márquez a comentar: "lendo estes discursos descubro novamente como fui mudando e evoluindo como escritor".

 

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