Futuro adiado até julho

O conselho da Fundação José e Paulina Nemirovsky, que detém uma coleção de arte avaliada em cerca de R$ 100 milhões, vai se reunir apenas em julho para discutir as proposições do mais novo patrono da entidade, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Convidado pela família dos instituidores da fundação, a filha de José e Paulina Nemirovsky (ambos mortos), Beatriz Pistrak Nemirovsky Moraes Leme, e por seu marido, o empresário Paulo Leme, Dirceu sugeriu que a entidade se transforme em museu e saia do espaço da Pinacoteca do Estado, na Estação Pinacoteca, onde atualmente está abrigada.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2011 | 00h00

"Foi uma ideia dele (Dirceu) buscar um novo espaço", diz Leme. "Estamos muito bem acolhidos na Pinacoteca", afirma, entretanto, o advogado Arnoldo Wald Filho, presidente do conselho da fundação desde 19 de maio. "Não debatemos ainda planos futuros, mas vou marcar uma reunião para o mês que vem", afirmou. O advogado completa ainda "não descartar" a proposta de Dirceu de a fundação sair da Pinacoteca do Estado.

Em 2004, Paulina Nemirovsky, que morreu em 2005, assinou contrato de comodato, renovável, do acervo de arte com a Secretaria de Estado da Cultura. Assim, a entidade passou a ter como sede o segundo andar da Estação Pinacoteca, prédio da Pinacoteca do Estado. O espaço ficou destinado para que se fizessem mostras com obras da coleção, que tem como grande destaque o modernismo brasileiro. Também foram criados no local a reserva técnica para as 276 obras do acervo, escritório e biblioteca. O casal Nemirovsky tinha como desejo colocar a público seu acervo. O comodato foi renovado no ano passado com o governo de São Paulo para até dezembro de 2020.

"O que me causa preocupação tendo visitado a Pinacoteca é que apenas 50 quadros estão expostos e 200 estão na reserva técnica. Não creio que minha sogra ficaria feliz com essa situação", afirmou o empresário.

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