Futebol será tema de Avenida Brasil, na Globo

Quem era noveleiro nos anos 80 deve se lembrar de Mário Gomes como o explosivo jogador de futebol Luca, de Vereda Tropical. Os mais velhos voltam até o ídolo do Flamengo Duda, personagem de Cláudio Marzo em Irmãos Coragem, no remake de 1995 ressuscitado por Marcos Winter.

AE, Agência Estado

13 de março de 2012 | 11h04

Avenida Brasil, a sucessora de Fina Estampa no horário mais nobre da TV Globo (21 horas), que estreia daqui a duas segundas-feiras, trará dois novos craques para o imaginário do público brasileiro: Tufão, vivido por Murilo Benício, e Jorginho, por Cauã Reymond.

Dois, não; um craque. Tufão é puro carisma e habilidade. Uma estrela flamenguista, que se aposenta ainda nos dias de glória, como campeão do futebol carioca, depois de ter jogado na Europa e conquistado sua fortuna. Já Jorginho, seu filho adotivo, não é tão bom das pernas. Seu lugar é o banco de reserva do Divino Futebol Clube, o time da terceira divisão que revelara Tufão.

Ele vive as angústias do filho que tenta se equiparar ao pai-herói, as frustrações do jogador que não deslancha. "São tantos problemas na cabeça que ele não consegue controlar os pés. Jorginho não segue o estereótipo dos jogadores, não é uma pessoa solar", conta Cauã.

Divino é o orgulho do bairro homônimo em que eles vivem, localidade fictícia do subúrbio do Rio, à qual se chega pela Avenida Brasil. É a classe C no ar. É a Globo na batalha pela recuperação da audiência perdida (22% em seis anos, mais para a TV paga do que para a concorrência direta).

O autor, João Emanuel Carneiro, está morando em Copacabana e vem do Leblon, bem distante desse universo. Inventou o seu subúrbio, com referências como o baile de charme bombado, o salão de cabeleireiro superpopular e movimentado, onde as fofocas e os barracos se dão.

Uma das âncoras do núcleo é Heloisa Périssé, a dona do salão, ex-namorada de Tufão. "Ela desenvolve uma fórmula de alisamento e fica rica, mas não quer abrir mão das origens. O público vai se identificar diretamente com ela." Olenka (Fabíula Nascimento, em sua primeira novela) é sua escudeira. "Faço uma cabeleireira, uma mulher muito popular, trabalhadora, brasileira, suburbana, barraqueira, dedicada à vida e feliz."

As gravações começaram há cinco meses, e movimentaram ruas dos bairros do Grajaú e de Guadalupe, na zona norte do Rio. As chamadas, exibidas desde a semana passada, focam as personagens de Débora Falabella e Adriana Esteves, que, com os dois atores, formam o quarteto central da novela. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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