Furtados 74 livros raros do Instituto Geográfico de SP

A polícia descobriu ontem que 74 livros raros do Instituto Geográfico de São Paulo foram furtados e suspeita que os autores do crime pertençam ao grupo de estudantes de biblioteconomia acusado de agir em seis Estados. Um deles foi reconhecido. Ontem a Biblioteca da Fundação Rui Barbosa e o Jardim Botânico, Rio, também anunciaram que reconheceram membros do bando. Uma funcionária da fundação identificou Laéssio Rodrigues de Oliveira e Ricardo Pereira Machado como os homens que, em 2001, teriam furtado revistas do fim do século 19. Em nota, o Jardim Botânico informou que quatro obras raras sumiram do acervo. As bibliotecárias reconheceram, por fotos nos jornais, integrantes do bando, entre os quais Oliveira, que assinava o livro de presenças como Márcio Flávio ou Rodrigo Marques, da USP.O bando começou a ser procurado quando o Museu Nacional anunciou que 13 livros tinham sido furtados e 11, danificados. O museu avisou ontem à polícia que recebeu na terça-feira seis envelopes, remetidos do Itaim, São Paulo, com 147 gravuras tiradas de 17 obras - como a História Natural dos Papagaios, de François Levaillant, do início do século 19. O museu recebeu na correspondência dois livros que não são do seu acervo, remetidos por Helena da Silva, do Jardim Paulista. A instituição foi procurada ainda pelo leiloeiro Alberto Cohen. Ele afirmou possuir 59 gravuras compradas de Oliveira de uma obra sobre aves de Louis Jean Marie Daubenton, de 1776, furtada do museu. A polícia já recuperara Medicina Brasiliensi, Historia Naturalis Brasiliae, de Willen Pison. Avaliada em R$ 75 mil, fora vendida pelo grupo por R$ 1.500,00 a um antiquário na Bela Vista, São Paulo, que avisou a polícia. Oliveira é o único preso - por receptar livros furtados. Reginaldo Silva foi indiciado, acusado de furtá-los. Machado, que deveria ser ouvido ontem, passou mal e vai depor na sexta. Era estagiário da Biblioteca Mário de Andrade, alvo do grupo.

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