Fundador do teatro de arena volta aos palcos

Há mais de 50 anos José Renato Pécora não pisava no palco. Seu espaço, pelo menos desde 1954, esteve restrito às coxias, lugar de onde conduziu encenações antológicas como Eles Não Usam Black-Tie, um divisor de águas do teatro nacional. Mas em Doze Homens e Uma Sentença ele está de volta. Fundador do mítico Teatro de Arena, o diretor retorna à cena para viver o personagem do nono jurado, o primeiro a mudar de posição, considerando o jovem acusado inocente.

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

José Renato é o veterano do time escalado pelo diretor Eduardo Tolentino. Na hora de selecionar o casting, Tolentino elegeu intérpretes de várias idades e com formações e perfis distintos. "A gente perdeu um pouco esse contato de gerações, que é justamente a base do teatro europeu e norte-americano", comenta o encenador.

A última peça em que o nome de José Renato constava do elenco foi Uma Mulher e Três Palhaços, texto do francês Marcel Archard em que ele contracenava com Sérgio Britto, John Herbert e Eva Wilma. "Foi um sucesso estrondoso nos anos 1950. Ao saber da repercussão, o presidente Café Filho nos convidou para fazer uma sessão especial no Palácio do Catete", relembra o criador do Teatro de Arena, falando do tempo em que o Rio ainda era a capital da República.

Aos 84 anos, José Renato continua na ativa. Neste ano dirigiu uma versão de Santa Joana dos Matadouros, a grande peça de Bertolt Brecht. E ainda acha que é tempo de se dedicar com mais afinco à carreira de ator. "Atuar para mim sempre foi quase uma brincadeira. Desta vez é diferente."

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