Fundação premia arquitetura latino-americana

O júri do II Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-Americana reúne-se hoje e amanhã em São Paulo para anunciar à imprensa, ao meio-dia desta sexta-feira, o ganhador do concurso, que receberá das mãos do Príncipe de Astúrias, Don Felipe de Borbón y Grecia, em Barcelona, aproximadamente US$ 48 mil.As obras finalistas, selecionadas entre 109, são: Casa em Playa Bonita, de Alexia León Angell (Lima, Peru, abril de 1998); Casa Reutter, de Mathias Klotz (Cachagua, Chile, janeiro de 1999); Complexo Recreativo de Férias do Sindicato de Trabalhadores da Administração Nacional de Eletricidade (Sitrande), de José Luis Ayala Vargas, Alberto Marinoni Vargas e Solano Benítez Vargas (Ytú, Caacupé, Paraguai, novembro de 1998); Edifício Manantiales, de Luis Izquierdo W, Antonia Lehmann SB, José Domingo Peñafiel E e Raimundo Lira V (Santiago, Chile, dezembro de 1999); Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Nacional, Sede de Pós-Graduações, Rogelio Salmona (Bogotá, Colômbia, dezembro de 1999); Restauração, Reforma e Adaptação do Edifício da Pinacoteca do Estado de São Paulo, de Paulo Mendes da Rocha, Eduardo Argenton Colonelli, Welinton Ricoy TorresPaulo A. Mendes da Rocha Arquitetos Associados (São Paulo, Brasil, fevereiro de 1998).Histórico - A Fundação Mies van der Rohe de Barcelona instituiu em 1987 o Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Européia, em colaboração com a Comissão Européia e o Parlamento Europeu. A partir da experiência adquirida, em 1998, a Fundação criou o Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-americana com o propósito de chamar a atenção de profissionais, instituições e o público em geral para a arquitetura latino-americana contemporânea. Seu objetivo é analisar a produção arquitetônica da América Latina como um todo e divulgar as obras que se destacam por suas soluções conceituais, estéticas, técnicas e construtivas.O Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-americana acontece a cada dois anos, como seu equivalente europeu. O prêmio inclui, além de US$ 47.775, uma escultura de Xavier Corberó, inspirada nos pilares do Pavilhão Mies van der Rohe.Organização - Para escolher o ganhador do Prêmio Mies van der Rohe, segue-se um longo e rigoroso processo. Numa primeira fase intervêm especialistas e associações de arquitetos, que propõem as obras que serão examinadas pelo júri. Numa segunda fase, o júri se reúne para decidir, baseando-se na documentação levantada, quais as obras finalistas. Na terceira fase, o júri visita as obras finalistas e, em outra reunião, designa o ganhador do prêmio.Um total de 31 especialistas independentes, conhecedores da produção atual nos países latino-americanos, propuseram até cinco candidaturas cada um. As obras são as finalizadas entre janeiro de 1998 e dezembro de 1999, no território de algum dos seguintes 19 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.Para esta edição, foram incorporadas à tarefa de seleção as associações profissionais pertencentes à Federação Panamericana de Associações de Arquitetos. Em função de seu peso demográfico, cada país propôs entre 2 e 6 obras. No total, foram pré-selecionadas 109 obras, de todas as regiões do continente.O júri composto por nove membros reuniu-se em Barcelona, dias 8 e 9 de abril, no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba). Todos são profissionais de arquitetura e estudiosos de reconhecido prestígio. Nesse encontro, depois de analisar as obras pré-selecionadas, a partir de plantas, fotografias, slides e textos descritivos, foram escolhidas seis finalistas.Nesta última semana de junho, o júri está visitando todas as obras finalistas. Antes de São Paulo, estiveram em Bogotá, Lima, Assunção e Santiago do Chile.Na primeira edição do Prêmio, em 1998, foi proclamado ganhador o Edifício de Usos Múltiplos e Complementares para Televisa, de TEN Arquitectos (Enrique Norten e Bernardo Gómez-Pimienta). O júri, reunido no Rio de Janeiro, adotou sua decisão depois de avaliar as 24 obras finalistas, selecionadas na reunião precedente alguns meses antes em Montevidéu. A cerimônia de entrega ocorreu dentro do VIII Encontro Ibero-americano de Chefes de Estado e Governo, no Porto.Catálogo e exposição - Tanto o projeto ganhador como os finalistas serão publicados em catálogo, que se converterá em instrumento de difusão internacional do melhor da arquitetura da América Latina. O júri também sugere a publicação de outras obras, que nesta edição somaram 11, número que aumentará para 17 o número de obras no catálogo. O catálogo do 1º Prêmio já está à venda.Por outro lado, as seis obras finalistas estarão na Exposição do II Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-americana. A mostra do I Prêmio de Arquitetura Latino-americana foi vista, até o momento, no MoMA de Nova York, na Bienal de Arquitetura de Buenos Aires, na Fundação Miró de Barcelona, no Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM), no Ministério de Fomento, em Madrid, e no Convento de Nuestra Señora de los Reyes, em Sevilha.Obras finalistas - Durante a última semana de junho o jurado do II Prêmio Mies van der Rohe de Arquitetura Latino-americana visitará as seis obras finalistas da seleção. Tais obras foram escolhidas em uma reunião, realizada em Barcelona, entre um total de 109 obras selecionadas por especialistas independentes e pelas associações nacionais de arquitetos da América Latina. Após as visitas, em uma segunda reunião, hoje e amanhã, será anunciada a obra vencedora.

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