Fujifilm amplia apoio à produção cinematográfica

Quando a Fujifilm foi criada, há 66 anos, no Japão, seu principal objetivo era produzir filmes cinematográficos. Com o tempo, a empresa foi ampliando seu campo de atuação e outras áreas ganharam importância, como o fornecimento de filmes e papéis fotográficos. Agora, a Fuji do Brasil quer reforçar sua participação no meio cinematográfico. Além de remar contra a maré de desconfiança que tomou conta dos patrocinadores por causa das controvérsias envolvendo a produção dos filmes Chatô, de Guilherme Fontes, e O Guarani, de Norma Bengel, a empresa ampliou o apoio ao cinema nacional. O maior exemplo disso é Copacabana, novo filme da cineasta Carla Camurati, que tem seu suprimento de película cinematográfica fornecido pela Fujifilm. Com seu novo trabalho, que deve consumir cerca de cem latas de filme, ao custo aproximado de R$ 100 mil, Carla pretende contar um século de história do bairro. O lugar é especial para a diretora, que nasceu em Botafogo mas passou momentos memoráveis de sua infância em um dos locais mais tradicionais de Copacabana, o Hotel Copacabana Palace, mais precisamente na cozinha, onde seu avô paterno era confeiteiro-chefe. "Esse é o primeiro grande patrocínio da Fuji a longas-metragens, mas não será o último", diz Marcelo Puntel, gerente de Marketing da empresa. "Queremos continuar apoiando outros filmes; todo mês, recebemos cerca de 12 novas propostas" completa. Ao todo, a empresa deve investir neste ano cerca de R$ 600 mil em projetos que vão desde filmes profissionais até projetos escolares. Essa aposta no talento dos futuros cineastas por exemplo, garante o fornecimento de latas de filmes 16 milímetros aos alunos do curso de Cinema da PUC-RS, que estão realizando seus trabalhos de conclusão de curso.Outro bom exemplo de patrocínio está na área de curtas. Entre os eventos mais importantes está o Festival de Cuiabá, apoiado há três anos. Até na TV a Fujiflm está atuando. A empresa apóia o programa ABD no Ar, exibido toda sexta-feira no Canal Comunitário da Cidade de São Paulo e discute a produção de curtas e políticas do cinema nacional. Tela Brasileira, que vai ao ar aos sábados na mesma emissora e discute o mercado de longas-metragens, é outro programa patrocinado.Educação - Os projetos na área fotográfica também merecem atenção. Há seis anos, o programa Fujiteen ensina fotografia a alunos da 5.ª série do 1.º grau à 3.ª do 2.º grau. "Ensinamos os conceitos básicos da linguagem fotográfica a mais de 13 mil jovens de instituições estaduais e particulares", conta Puntel. Antes, as aulas eram ministradas na Casa da Fotografia Fuji, em São Paulo, mas neste ano uma equipe de profissionais passou a dar aulas nas próprias escolas. "Com isso, estamos não só difundindo a arte, mas estimulando o gosto pela fotografia" diz Puntel. "O brasileiro ainda fotografa pouco; por ano, cada brasileiro consome apenas 0,5 rolo de filme de 36 poses, enquanto os japoneses consomem 4,5 e os americanos, 3,6?, completa. As escolas que quiserem inscrever-se no programa devem ligar para (0__11)240-1266 ou pelo e-mail: ccm@ccm.com.br.A Casa da Fotografia Fuji oferece outros cursos para quem quer aprender a fotografar. "Há aulas do nível básico ao avançado, para todos os interessados", explica Luciene Moreira, coordenadora cultural da Casa. Além disso, há uma biblioteca, exposições períodicas e o programa de leitura de portfólio para quem quer profissionalizar-se. Mais informações sobre a Casa da Fotografia Fuji podem ser obtidas pelo telefone (0__11)5091-4055 ou pelo e-mail: casadafotografia@fujifilm.com.br.

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