''Fui escolhida pelo meu trabalho, não se tocou no nome do Chico''

Quem é irmã de Chico Buarque sabe que vai carregar o aposto por onde for. Como artista, produtora e funcionária da cultura, Ana de Hollanda viveu isso. Mas afasta ilações de que o parentesco com o maior entre os artistas que apoiaram Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral tenha contribuído para a escolha de seu nome. E também não vê embaraço no fato de parte da classe ter pedido a permanência do atual ministro, Juca Ferreira. Ela falou ao Estado ontem de manhã.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

Incomodou a alusão ao apoio de Chico a Dilma?

Sempre falam, não tem jeito: tudo vai lembrar Chico. Dilma não tem nenhuma dívida com ele. O apoio que ele deu foi muito real, firme, convicto, não teve outras intenções. Na conversa com Dilma, não se tocou em Chico. Foi realmente pelo meu trabalho.

E a história de que "não se deve nomear quem não se pode demitir", frase de Lula lembrada ontem quando seu nome saiu?

Tenho certeza de que se ela não gostar de alguma coisa, vai puxar minha orelha. Tem que ser assim mesmo.

Como recebeu o convite?

Fui chamada a Brasília no sábado à noite. Fiquei muito emocionada. Ela me passou uma confiança muito grande no meu trabalho, já tinha informações sobre minha vida toda.

Qual é o maior desafio?

É um desafio enorme. É preciso atender às demandas da área cultural e da sociedade como um todo. O ministério está atuando no Brasil inteiro. Isso eu achei que foi um grande passo que já foi dado nas gestões anteriores, Gil e Juca. Esse trabalho é fantástico e o desafio também é dar prosseguimento, dar um passo à frente. É aqui que vou me ater.

Você vem da Funarte. A área das artes é das que precisam avançar, como já disse Juca?

Seria precipitado dizer onde vai ter que ter olhar especial. É claro que a Funarte, que trabalha diretamente com as artes, é uma prioridade para mim.

Causa algum tipo de embaraço o fato de parte da classe ter lutado pela permanência de Juca?

É natural que as pessoas tenham suas preferências. Não é algo que me assuste. A gente sempre tem que ter renovação. Uma hora também vou sair e vêm outros que podem dar outro olhar. Eu vou trabalhar com todos, não tenho que pensar em grupo aqui e ali. Não sou mágica, mas sinto que vou poder responder.

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