"Frasier" encerra sua premiada trajetória na TV

Friends pode ter a maior claque e os fãs mais fervorosos. Mas esteve longe de alcançar o sucesso de Frasier em premiações. Foram 31 Emmys - o Oscar da televisão americana -, 5 deles na categoria principal, de melhor série, consecutivos. Friends, que teve dez temporadas, despediu-se da televisão americana na semana passada, com direito a retrospectiva, muita badalação e mais de 50 milhões de espectadores. Frasier, há 11 anos no ar, sai hoje do ar, sem tanto alvoroço.Mas a despedida sóbria cai perfeitamente bem ao psiquiatra Frasier, que deu ao ator Kelsey Grammer o astronômico salário de US$ 1 milhão por episódio. O personagem, que posa de intelectual sofisticado, vinha de outro seriado de sucesso, o extinto Cheers, que também ficou 11 anos no ar. Neste, suas cenas praticamente resumiam-se a cortejar a garçonete e ser alvo de piadas de freqüentadores de bar. No novo programa, a atmosfera mudou completamente. E entraram os novos personagens: o irmão Niles (David Hyde Pierce), também psiquiatra, também pedante; o pai Martin (John Mahoney), um policial aposentado; a empregada de Martin, Daphne (Jane Leeves), paixão de Niles; e a produtora Roz (Peri Gilpin), que trabalha com Frasier.É o fim de Frasier, mas não necessariamente do personagem. Seu ator, que o interpreta há duas décadas, diz que existe a possibilidade de ele voltar ao ar em outro programa. "Não descarto esta possibilidade", diz Grammer, informando que o assunto já chegou a ser tratado com a Paramount. Mas ele sublinha que as condições para sua volta devem ser muito boas.Não existe a menor esperança de que a despedida de Frasier alcance os 80.4 milhões de espectadores que viram o final de Cheers, marca que só fica atrás da de M.A.S.H., visto por 105 milhões. O seriado também não conseguiu, como Friends, faturar US$ 2 milhões por anúncio de meio minuto, ficando em cerca de US$ 800 mil. Mas isso não abala a equipe de Frasier. Para ela, o seriado se despede da maneira como começou, com estilo. No Brasil, o seriado é exibido pelo canal de TV paga Sony.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.