Franz Weissmann é cartaz no Rio em versão intimista

Quem conhece as peças monumentais de Franz Weissmann que ocupam espaços públicos no Rio e em São Paulo se surpreenderá com as dez que ele criou para a exposição que se abre hoje na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Rio. Em vez das grandes placas metálicas que ligamos à sua obra, são fios grossos de metal quadrado que desenham o espaço e fecham-se em si mesmos, como num quebra-cabeça difícil de conceber pela simplicidade que ostentam. Continuam grandes, mas são intimistas, feitas para caber em interiores."Antes, ele fazia samba, agora passou para a bossa nova. Parece simples, mas é elaborado, como a música que o compositor burila por gosto, para chegar à forma mais simples, que é a mais difícil", compara seu genro e executor de suas peças, Fernando Ortega. "Nesta exposição, foi difícil escolher formas e tamanhos que não brigassem entre si. Normalmente, as obras do Weissmann ficam em espaços amplos, ao contrário de uma galeria."Weissmann conta que pensa nas possibilidades dos fios há anos, mas só agora concretizou essa idéia. "O fio é mais fácil de manipular. Quando crio, não imagino o objeto antes, estudo à medida que a forma aparece e paro quando atinge um nível satisfatório", explica. "Perfeição é utopia, as coisas existem porque são imperfeitas assim como o ser humano. O importante é chegar à proporção certa de cada coisa e conjugá-la com o espaço."

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