Frank Stella inaugura mostra com seus trabalhos na Suíça

Do outro lado do Rio Reno e não muito longe da Artbasel, maior feira de artes realizada mês passado em Basiléia, na Suíça, o renomado artista americano Frank Stella inaugurou exposição com seus recentes trabalhos, a Bali Pieces. A mostra, que vai até 5 de setembro na galeria Ficher-Rohr, reúne nove peças do artista. "Inicialmente queria usar o bambu, mas como é um material difícil de trabalhar, passei a moldar com fibras de carbono", disse o artista. A primeira peça é de 2003, e a série foi terminada no ano passado. Todas as esculturas têm nomes em letras minúsculas porque seguem o vocabulário de Bali, e os preços variam de 120 a 220 mil euros."Para mim foi a realização de um sonho", disse a galerista brasileira Rita Ficher Rohr, que desde o ano passado prepara a bem montada exposição. "Stella é um ícone da arte moderna", explicou. É verdade. Em maio o artista completou 71 anos e é uma referência importante na história da arte depois da 2.ª Guerra Mundial. Foi um dos pioneiros do Minimalismo. Entre 1958 e 1960 construiu um padrão linear com a série Black Paintings - 23 telas.É sem dúvida uma história importante, mas ele não se interessa mais pelo passado. Mais de dez galerias expunham seus trabalhos na Artbasel - um deles chegou a ser vendido por US$ 600 mil. "Não tenho interesse de ir a uma feira de arte que só tem meus trabalhos antigos. Quero ver o que estou fazendo agora", disse ao Estado.E está fazendo muita coisa. Até o fim de julho ele expõe no Metropolitan Museum of Art de Nova York (Painting into Architecture). A grande mostra individual aborda o trabalho do artista da pintura, passando pelas esculturas até a arquitetura. "Estou com muitos projetos e é uma espécie de consolidação", diz o artista. Energia não falta. Ele chegou à cidade às 17 h para a abertura da exposição, mas já tinha embarque marcado para o dia seguinte às 18 h. "Vou embora amanhã. Tenho muito que fazer lá", disse.Simpático, o artista dava autógrafos e posava para fotos quando requisitado por algum dos convidados. Autor da frase "o que você vê é o que você vê", Stella fala pouco, mas sem medo ou modéstia. "Não tenho visto novidade na arte além do que faço: há muita recriação do que já fizemos no passado", explicou. Ninguém melhor do que ele para falar o que vê.

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