Frank Gehry e um Kubrick futurista

Minha Noiva de Mentira

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h10

16 H NA GLOBO

(My Fake Fiance). EUA, 2009. Direção de Gil Junger, com Melissa Joan Hart, Joseph Lawrence, Nicole Tubiola,

Diane Neal, Steven R Schirripa.

Quando a van com seus pertences é roubada, Melissa Joan Hart propõe casamento a Joseph Lawrence, apesar da antipatia que sentem um pelo outro. O raciocínio é simples - ambos vão ganhar muitos presentes, ela vai poder mobiliar a casa e ele, arranjar dinheiro para saldar sua dívida de jogo. A premissa dessa comédia romântica até que é interessante, mas o desenvolvimento é previsível (os dois se apaixonam, etc.) e o resultado é bem banal. Reprise, colorido, 87 min.

Esboços de Frank Gehry

23H30 NA CULTURA

(Sketches of Frank Gehry). Alemanha, EUA, 2005. Direção de Sydney Pollack.

Diretor importante, vencedor do Oscar - por Entre Dois Amores -, mas valorizado principalmente por outros filmes (A Noite dos Desesperados, Mais Forte Que a Vingança), Sydney Pollack deu um tempo na ficção para este raro documentário investigando o processo criativo e o mundo do arquiteto Frank Gehry. Ele criou obras como o Museu Guggenheim, em Bilbao, e atualmente trabalha no projeto do Museu da Fundação Luis Vuitton, em Paris. Você não precisa ser arquiteto para amar. O filme é muito interessante. Reprise, colorido, 84 min.

Paragem do Tempo

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Carolina

Berger.

Minas do Camaquã, distrito de Caçapava, no interior do Rio Grande do Sul. A região que, segundo se dizia, abrigava a maior jazida de cobre do Brasil - e uma das maiores do mundo -, logo se extinguiu e o projeto de desenvolvimento foi arquivado. Virou uma cidade fantasma, que o câmera da diretora Carolina Berger investiga com um olho para a poética do tempo (perdido). Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

O Rei dos Reis

14 H NO TCM

(King of Kings). EUA, 1961. Direção

de Nicholas Ray, com Jeffrey Hunter, Robert Ryan, Siobhan McKenna,

Viveca Lindfors, Rita Gam, Hud

Hattfield, Rip Torn.

O primeiro de dois épicos que Nick Ray dirigiu para Samuel L. Bronston, no começo dos anos 1960. Os críticos o definem como espetáculo hollywoodiano e vazio, mas o filme é bem mais que isso. Ray interessa-se mais pelo Cristo homem do que pelo mistério do filho de Deus, mas não deixa de expressar a dualidade por meio de cenas que exploram a placidez dos olhos azuis de Jeffrey Hunter. Depois de tantos filmes com e sobre heróis atormentados, ele descobriu a paz com o homem Jesus. O Sermão da Montanha é lindamente filmado. É pena que o filme seja exibido na verão dublada. No original, quem faz a narração é Orson Welles, com aquela voz. Reprise, colorido, 168 min.

O Último Concerto de Rock

17H25 NO TELECINE CULT

(The Last Waltz). EUA, 1978. Direção de Martin Scorsese.

Na melhor fase de sua carreira - havia ganhado a Palma de Ouro com Motorista de Táxi em 1975, faria Touro Indomável em 1980 -, Scorsese estava com a corda toda quando transformou o concerto de despedida de The Band, no Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) de 1976, num dos maiores filmes de rock de todos os tempos. O maior? Os números incluem Bob Dylan, Neil Young, Van Morrison, Neil Diamond, Eric Clapton, etc. Mais recentemente, Scorsese fez novos documentários sobre música - e roqueiros -, abordando os Rolling Stones (Shine a Light) e John Lennon. Este é o melhor de todos. Reprise, colorido, 117 min.

Leila Diniz

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 1987. Direção de Luiz Carlos Lacerda, com Louise Cardoso, Stênio Garcia, Jaime Perirard, Rômulo Arantes, Hugo Carvana, Otávio Augusto, José Wilker, Diogo Vilela.

O diretor Luiz Carlos Lacerda - Bigode - projeta-se no personagem de Diogo Vilela e conta a história de Leila Diniz conforme a testemunhou, como amigo e confidente. Há grande expectativa pelo novo filme que Lacerda concluiu em parceria com o Canal Brasil e que terá lançamento na mostra de Ouro Preto, na semana que vem. Trata-se de Mulher de Longe, sobre o projeto inacabado do escritor Lúcio Cardoso, que ele recupera. Reprise, colorido, 100 min.

A Laranja Mecânica

1H10 NO TCM

(A Clockwork Orange). EUA, 1971.

Direção de Stanley Kubrick, com

Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Adrienne Corri,

Aubrey Morris, Steven Berkoff.

O grande Kubrick, que já incursionara pela sátira política com Doutor Fantástico, de 1964, e pela ficção científica com 2001, Uma Odisseia no Espaço, de 1968, funde aqui as duas tendências ao adaptar o cultuado livro de Anthony Burgess. Numa sociedade futura, mas não tão distante assim, o transgressor Alex é submetido ao tratamento 'Ludovico', para se ajustar às normas sociais. O filme estava muito à frente de sua época, há 40 anos, e permanece poderoso hoje. No Brasil, a censura do regime militar achou de bom tom salvaguardar a família e a ordem, que Kubrick estaria ameaçando, e colocou ridículas bolinhas pretas para tapar o sexo do elenco. O horror, o horror... Reprise, colorido, 137 min.

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