França põe fim ao monopólio de leilões

A França impediu a atividade de estrangeiros no milionário negócio de leilões por quatro séculos com base numa complexa regulamentação. Tornou-se a última importante fronteira para as duas principais casas do ramo no mundo, as rivais Sotheby´s e Christie´s. A reserva de mercado acabou hoje, com a estréia da Sotheby´s em Paris. De 5 a 13 de dezembro, é a vez da concorrente organizar seu próprio evento.As regras para antiquários no país foram definidas no início do século 16, e funcionou até a primeira metade do século 20. Na segunda metade, porém, o país perdeu prestígio no mercado dos leilões e foi destronada por Londres e Nova York. A expectativa é de que, pelo rico patrimônio histórico e cultural, os franceses retomem sua liderança no mercado em pouco tempo.Para marcar sua estréia no país, a Sotheby´s reuniu uma coleção especialmente caras aos franceses: manuscritos e edições raras de obras assinadas por Marcel Proust, Albert Camus, André Gide e Guy de Maupassant, entre outros, avaliados em US$ 2,7 milhões.Mas nem tudo é festa para a Sotheby´s. Seu antigo diretor, A. Alfred Taubman, de 76 anos, está sendo processado por manipular lances e forjar valores de obras, em conluio com um colega da Christie´s. As fraudes poderiam ter custado aos colecionadores um prejuízo de até US$ 400 milhões Taubman pode ser condeando a 3 anos de prisão se julgado culpado.

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