França comemora os 50 anos do livro de bolso

A editora francesa Hachette comemora os 50 anos da sua famosa coleção ?Livre de poche?, que introduziu na França a moda dos livros de bolso, publicando obras clássicas e modernas da literatura mundial. Para marcar este acontecimento, a Hachette reeditará alguns dos seus primeiros títulos, como o romance Koenigsmark, de Pierre Benoit e a tradução francesa de The Keys of the Kingdom, do inglês Archibald Joseph Cronin.A coleção, criada pelo editor Henri Filipacchi, seguia o modelo dos célebres ?pocket-books?, da inglesa Penguin (Pelican, para os títulos de ensaio), que surgiu em 1935 . Na França, atualmente, o mercado de livros de bolso representa 13% do faturamento total, com 105 editoras oferecendo mais de 34 mil títulos num valor todal de 280 milhões de euros. O mercado francês continua sendo dominado pela coleção ?Livre de poche?, que vende anualmente 18 milhões de livros. Porém, a ?Livre de poche? encontra grandes rivais no mercado francês. O seu best-seller O grande Meaulnes, de Alain Fournier, uma obra dirigida ao público adolescente, perde em volume de vendas para o O Estrangeiro, do argelino Albert Camus, publicado pela coleção ?Folio?, da Gallimard. Este romance, uma das grandes obras da literatura mundial, já vendeu 5.900.000 exemplares. Na editora Flammarion, o campeão absoluto de vendas é O Alquimista, de Paulo Coelho, editado pela coleção ?J?ai lu? e com mais de um milhão de exemplares vendidos. Os livros de bolso, que são até hoje uma verdadeira coqueluche francesa, pela facilidade de transportá-los e pelo preço mais baixo, nunca teve grande êxito no Brasil, apesar de várias tentativas. Hoje, uma das poucas editoras que apostam neste formato é a gaúcha LP&M. Muitos editores tentaram, mas, infelizmente, não obtiveram os resultados esperados.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2003 | 17h31

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