Fragmentos de moda

A partir de pedaços de porcelana, o artista chinês Li Xiaofeng cria uma camisa polo especial para a famosa marca francesa do crocodilo

Flávia Guerra, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2010 | 00h00

Quinta-feira, eliminação da seleção francesa na Copa do Mundo. No nobre bairro Paris 01, escritório de Christophe Chenut, vice-presidente da grife Lacoste, a televisão já mostrava outra partida: o francês Nicolas Mahut enfrentando o americano John Isner no torneio de tênis de Wimbledon, em jogo que já durava três dias.

A camisa que Mahut vestia: Lacoste. "Sei que estamos fora do campo, mas na quadra continuamos na disputa. Esta partida nunca vai terminar e veja quem joga pela camisa do crocodilo?", brincou Chenut enquanto conversava com o Estado, sem tirar o olho da TV. Esperançoso, antes do término da batalha (após 11 horas e cinco minutos, que deram à partida o título de mais longa da história do tênis), o CEO mostrava o anúncio já preparado caso Mahut vencesse: "Parabéns! O Espírito do Crocodilo ainda está vivo."

Mahut perdeu. A França estava fora da taça mais uma vez em apenas uma semana. Mas daí a achar que o "espírito do crocodilo" seria apagado? Ao contrário. Um dia depois, em plena noite de sexta-feira de um forte verão europeu, o Museu de Artes e Ofícios de Paris exibia, em vez de "obras de arte", a nova polo da grife, a Porcelain Polo.

Criada pelo artista chinês Li Xiaofeng, a "polo de porcelana" traz a clássica camisa criada em 1927 pelo tenista René Lacoste em versão oriental bem-humorada. Peça-símbolo da edição 2010 da série Holiday Collector"s, projeto que já convidou nomes como os irmãos Campana e o cantor Michael Stipe, do R.E.M, a Porcelain Polo é formada por centenas de pedaços de porcelana chinesa. Ganhou lugar de honra em meio às obras de arte do museu.

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