Fotógrafo de Che Guevara expõe em SP

Quando se pensa em Che Guevara a primeira imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é "aquela" célebre foto. Não por acaso, esta é a foto mais pirateada do mundo. "Existem centenas de imagens realmente boas de Che, não sei por que o mundo escolheu logo essa como o símbolo", diz o autor da foto, Alberto Gutierrez, o Korda.É o próprio Korda quem vem ao Brasil mostrar o trabalho que realizou durante a Revolução Cubana. A partir desta segunda-feira, no Bar e Restaurante Azucar (Rua Mário Ferraz, 423), 31 fotos que registraram o cotidiano da guerrilha estarão expostas sem cortes. A idéia de trazer o trabalho de Korda para o Brasil surgiu quando a diretora de arte Isabel Petit, que já trabalhou com o fotógrafo, conversava com Georges Henri, um dos donos do bar Azucar, que não por acaso é inspirado na cultura cubana. "Na mesma hora decidimos que traríamos a exposição para cá; afinal, o lugar é mais que adequado", diz Henry.Além de conferir o trabalho de Korda, os visitantes poderão comprar a célebre foto de Che autografada pelo autor. "Toda a renda da venda da foto será revertida para o próprio Korda", ressalta Henri.Korda era fotógrafo de moda e publicidade nos anos 50 e fazia parte da geração de Ernest Hemingway, que passava as tardes tomando rum no lendário Bodeguita del Medio (bar onde até hoje o escritor tem o drink servido e uma cadeira reservada em sua homenagem, onde o único autorizado a se sentar é Korda). Quando seus amigos revolucionários desceram em guerrilha para Sierra Maestra para tomar Havana, Korda apontou suas lentes para o conflito e passou a registrar, como fotógrafo oficial, a luta pela Cuba Libre. Ele esteve escondido nas montanhas e passou os dias que antecederam o golpe no barco (que está em exposição em Cuba) de onde Fidel e Che passavam as últimas ordens por rádio. Convicto até hoje e amigo de Fidel, Korda ainda é fotógrafio oficial do governo. A exposição, que já foi montada em Barcelona deve ser a primeira mostra fotográfica a ser apresentada no Museu do Louvre, em Paris, em 2001. A mostra é gratuita e pode ser conferida diariamente a partir das 18 horas até 12 de dezembro.

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