Fórum traça mapa dos investimentos privados em cultura

Reunidos no Fórum de Investidores Privados em Cultura, em São Paulo, fundações, instituições culturais, indústria, empresas e governo federal divulgaram ontem dados fundamentais na avaliação da economia da cultura no País. Além da lista dos maiores investidores privados em cultura no Brasil, as instituições mostraram pesquisas que ajudam a compor um painel do setor.Segundo dados do Sesi (Serviço Social da Indústria), atualmente só cinco Estados brasileiros não possuem legislação de incentivo à cultura: Alagoas, Maranhão, Amazonas, Roraima e Rondônia. Os governos estaduais destinaram R$ 846 milhões e os governos municipais destinaram R$ 314 milhões (dados de 2004). O município que mais investe em cultura é São Paulo, seguido de uma surpresa: Curitiba, no Paraná. O Rio de Janeiro só vem em terceiro lugar. ?Isso não me surpreende. Há uma mentalidade voltada para o investimento cultural no Paraná que vem de anos, é um esforço coordenado, sistemático. O resultado está aí?, disse o ministro da Cultura, Gilberto Gil.O Sesi anunciou que seu investimento foi de R$ 45 milhões em 2006 e deverá ser de R$ 65 milhões este ano. O ministro Gilberto Gil afirmou que os investimentos federais em cultura em 2007 devem chegar perto de R$ 1,5 bilhão, considerando-se aí os valores das leis de incentivo, investimentos diretos e programas de cooperação, como o Monumenta (em acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento).A cultura, no Brasil, congrega 290 mil empresas e movimenta cerca de R$ 17,8 bilhões por ano, segundo o ministério da Cultura. Ainda assim, em seu discurso, o ministro salientou a necessidade de a iniciativa privada investir com mais ênfase na área, que já é hoje a maior indústria de exportação americana, por exemplo. Gil falou em ?compartilhar riscos?.O Fórum foi organizado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), grupo que reúne 101 instituições em todo o Brasil. Sete entre os 10 maiores investidores privados em cultura no País integram o Gife (Bradesco, Banestado, Itaú, Gerdau, Unibanco, Banco do Brasil e Vale do Rio Doce). Nos dados de pesquisa inédita realizada pela instituição, a maioria dos projetos que as empresas financiam serve a um público-alvo entre 15 e 17 anos e grande parte deles é incentivada pela Lei Rouanet (a legislação federal de incentivo à cultura).Ao Estado, o ministro Gil comentou projeto do senador Marcelo Crivella, que visa a estender os benefícios da Lei Rouanet para igrejas evangélicas. Gil diz que não é preciso dotar a lei de um mecanismo específico para isso: desde que as igrejas demonstrem a relevância cultural do seu projeto, serão atendidas. ?Nós já editamos hoje discos gospel. Não vejo nenhum problema. Basta que isso seja aprovado pela comissão, que demonstre ser de relevância cultural.? Dez maiores investidoresBradesco Petrobrás Banco do Brasil Banco do Estado do Paraná Eletrobras Banco Itaú Unibanco Vale do Rio Doce Gerdau Usiminas

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