Formato exige linguagem específica

Se o 3D tem conquistado espaço no cinema e na TV internacionais, no Brasil ainda faltava aos sets cederem espaço ao formato. Até hoje, só uma animação, Brasil Animado (2011) tinha se aventurado pelo 3D. Com a estreia de Se Puder... Dirija!, não falta mais. "Há também Amazônia 3D (documentário, coprodução da brasileira Gullane Filmes com a França), mas um filme feito no Brasil é ótimo. Há grande potencial", diz Marlene Songin, da Real D, empresa americana que fornece equipamentos para os cinemas Cinemark, UCI e Cinépolis e que abriu escritório no Rio. "Hoje, de 25% a 30% do mercado se deve ao 3D. Muito da digitalização das salas ocorreu por conta disso", comenta Adhemar de Oliveira, do circuito Espaço Itaú de Cinemas.

Flávia Guerra, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2013 | 02h27

Se exibir 3D exige mais custos e tecnologia específica, o mesmo vale para as filmagens. Além de um kit de câmeras específico, é preciso pensar a linguagem. "Há os cálculos técnicos, claro. E outros detalhes importantes, como não cortar as cabeças dos atores em cena, pois a câmera 3D 'corta' mais na imagem final", explica o estereógrafo (diretor de fotografia 3D) Pedro Guimarães. "É sempre preciso filmar planos mais abertos, cenas amplas com muitos detalhes, que serão mais bem percebidos em profundidade do que os closes", explica. "O mais importante é pensar o filme em três dimensões desde o roteiro. Isso não só melhora a linguagem como barateia a produção."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.