Ford, Clint e a namorada de Vinicius

Casamento Grego

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2013 | 02h12

16H05 NA GLOBO

(My Big Fat Greek Wedding). EUA, 2001. Direção de Joel Zwick, com Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazam, Andrea Martin, Louis Mandylor.

Aquilo que os norte-americanos chamam de 'sleeper' - um filme lançado sem estardalhaço e que o público descobre, transformando num megassucesso. Família grega espera que a filha, ainda solteira, se case com um deles, mas ela se interessa por um cara sem vínculos com a Grécia. Nia Vardalos, que também escreveu o roteiro, tem química com John Corbett. O resultado é dos mais simpáticos. Reprise, colorido, 95 min.

A Órfã

23 H NO SBT

(The Orphan). EUA, 2009. Direção de Jaume Collet-Serra, com Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman.

Casal adota garota, mas a doce Esther - é seu nome - se revela um demônio. De surpresa em surpresa, e de crime em crime, a narrativa evolui para o grand guignol, gênero em que o diretor espanhol Collet-Serra se sente à vontade. Bom não é exatamente o termo, mas para o tipo de choque que o cineasta busca o programa funciona. Reprise, colorido, 123 min.

Orca, a Baleia Assassina

0 H NA REDE BRASIL

(Orca). EUA, 1977. Direção de Michael Anderson, com Richard Harris, Charlotte Rampling, Will Sampson, Bo Derek, Keenan Wynn.

Bo Derek ainda estava a caminho de virar a mulher nota 10 (em 1979, na comédia de Blake Edwards) quando fez este filme de aventuras, mas que na verdade é um terror, na vertente de Tubarão (de Steven Spielberg). Baleia macho, uma orca, vira máquina de matar quando pescadores sacrificam sua fêmea que está prenhe. O que seria uma história de vingança se transfere para o reino animal - e o mundo marítimo. Numa cena-chave, a orca arranca a perna da bela Derek. Nenhum tubarão faria melhor (ou pior, perdão). Exatamente 16 anos mais tarde, em 1993, surgiu na tela outra baleia emblemática, mas ela era 'boazinha' (politicamente correta) - em Free Willy. Reprise, colorido, 92 min.

Esse Estilo de Vida

0 H NA CULTURA

(This Way Of Life). Nova Zelândia, 2009. Direção de Thomas Burstyn.

Documentário que retrata o estilo maori de viver. Mostra uma família típica de nativos da Nova Zelândia - pai, mãe, cinco filhos e 50 cavalos selvagens numa paisagem de assombrosa beleza, as montanhas Ruahine. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

O Aventureiro do Pacífico

11H50 NO TELECINE CULT

(Donovan's Reef). EUA, 1963. Direção de John Ford, com John Wayne, Lee Marvin, Elizabeth Allen, Jack Warden, Cesar Romero, Dorothy Lamour.

O grande Ford fez este pequeno filme entre duas obras de ambição maior - O Homem Que Matou o Facínora e Crepúsculo de Uma Raça. Ambas são westerns de tom sombrio, sobre o fim dos mitos. Em contrapartida, O Aventureiro é solar, mostrando John Wayne como irlandês no Havaí. Entre uma briga de socos e outra com Lee Marvin, ele se envolve com Elizabeth Allen como a herdeira puritana que descobre um outro estilo de vida nos Mares do Sul. Para um filme 'menor', chega a ser emocionante ver como Ford consegue falar sobre tudo - família, religião, diferenças culturais. A cena em que Wayne leva Elizabeth para 'ouvir' os sons dos ancestrais, no alto da montanha, é de uma beleza realmente prodigiosa. Só um diretor no auge de sua forma conseguiria ser tão simples e sucinto. Mas, cuidado, há simplicidade e simplicidade. Reprise, colorido, 109 min.

Minha Namorada

16H10 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1971. Direção de Zelito Vianna e Armando Costa, com Pedro Aguinaga, Laura Maria, Ana Maria Magalhães, Arduíno Colassanti, Fernanda Montenegro, Jorge Dória.

O longa de estreia do até então produtor Zelito Vianna, que divide a direção com Armando Costa. A trama sugerida pela canção de Vinicius de Moraes - 'Se você quer ser minha namorada/Ah que linda namorada, você poderia ser...' - vira um olhar sobre a classe média. Garota se envolve com rapaz, vai morar com ele, o dinheiro acaba, a crise se instala na relação, eles terminam. Ela volta para a casa dos pais e um dia... Tã-tã-tã. O codiretor Armando Costa foi um dos fundadores do Teatro Opinião (com Ferreira Gullar e Oduvaldo Vianna Filho). Surpreende, por acaso, que o elenco seja tão bom? Pedro Aguinaga ostentava a fama de homem mais bonito do Brasil. Laura Maria, Fernanda Montenegro e Jorge Dória, todos foram superpremiados na época. E mereceram. Reprise, colorido, 82 min.

As Pontes de Madison

22 H NO TCM

(The Bridges of Madison County). EUA, 1995. Direção e interpretação de Clint Eastwood, com Meryl Streep.

Depois de westerns e policiais - e do primeiro Oscar, por Os Imperdoáveis -, Clint retoma a vertente intimista de Interlúdio de Amor, no começo de sua carreira como diretor. Ele próprio faz fotógrafo que visita região dos EUA famosa por suas pontes e se envolve com dona de casa insatisfeita. A ponte vira metáfora do homem e da mulher que se atraem, mas existem os compromissos, os empecilhos. Clint nunca foi tão bom ator e conta a lenda que teria se decepcionado por não ser indicado para o Oscar. Reprise, colorido, 135 min.

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