Fogel vê momento fértil

"A orquestra mudou muito desde a saída de John Neschling. Posso ressaltar, por exemplo, o efeito que a participação de maestros convidados tem sobre os músicos. Esta dinâmica ajuda o grupo a se tornar mais flexível porque maestros querem sempre coisas diferentes. Alguns falam mais, outros gesticulam, uns são diretos, outros mais sutis. E os músicos da Osesp estão sendo expostos a uma grande gama de maestros, o que os ajuda a responder a estilos diferentes de forma saudável. Isso é essencial para a maturidade deles", afirmou o consultor norte-americano Henry Fogel em conversa com o Estado em outubro.

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2010 | 00h00

Ex-presidente da Liga Americana de Orquestras, Fogel integra o Comitê de Busca da Osesp, que tem como uma das principais responsabilidades encontrar um novo maestro titular para a orquestra. Todos querem saber quem será o próximo titular. E claro que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas não adianta ter pressa. Não interessa se vai ser um regente famoso, brasileiro, jovem ou não. Acho que não será um superstar porque estes estão, todos eles, ocupados. Mas com certeza será alguém entre 35 e 55 anos, com bom repertório. E tem que ser bom líder porque, no final das contas, é trabalho do maestro, por meio de sua personalidade, fazer com que todos os músicos toquem na mesma sintonia. Para finalizar, será alguém com já considerável carreira no cenário internacional. A Osesp precisa de alguém que a ajude a se projetar no exterior", respondeu Fogel, quando questionado sobre o "novo nome" da Osesp.

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