Florença pretende reabilitar Dante Alighieri

Moção pede a anulação da ordem de expulsão do escritor, em 1302, por corrupção

EFE

31 de maio de 2008 | 07h16

Após 700 anos, Florença pretende reabilitar um de seus filhos mais famosos, Dante Alighieri, condenado ao exílio em 1302 e que jamais voltou à cidade dos Medici, morrendo em 1321 em Ravena. O primeiro passo para reabilitar o escritor (1265-1321) foi dado pela comissão de cultura do Palazzo Vecchio (Prefeitura), que em 9 de junho apresentará uma moção assinada pela maioria dos vereadores para que se anule oficialmente a ordem de expulsão de Dante, em 1302, por corrupção. Em 1311, as autoridades de então lhe ofereceram a oportunidade de voltar, mas ele teria de se declarar arrependido publicamente das acusações. Dante não retornou e a pena de expulsão foi mudada por uma condenação à morte. O autor de "A Divina Comédia" morreu no exílio em Ravena, no litoral italiano. Em sua obra expressou a dor por não poder voltar a sua cidade e por ter de viver em lugar distante. Giovanni Gozzini, assessor de Cultura da Prefeitura de Florença, disse à imprensa local que Dante foi uma "vítima" do sistema político existente naquela época, de tramas e de paixões. O vereador Massimo Pieri, um dos promotores da iniciativa, manifestou que chegou o momento de devolver-lhe "a plena cidadania, a categoria de florentino por excelência". Além da reabilitação, a Prefeitura de Florença estuda conceder o "Florin de Ouro" ao conde Pierasilve Serego Alighieri, descendente do escritor.

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