Brad Bird faz com segurança a passagem da animação para a live action em Missão Impossível - Protocolo Fantasma. Nasce um grande diretor de aventuras

Entrevista com

16 de dezembro de 2011 | 03h08

É muito diferente fazer live action?

É só questão de metodologia, porque no fundo é tudo storytelling (arte de contar histórias). Na animação, você também trabalha com cortes, movimentos de câmera, montagem. Lá, você finge buscar o naturalismo, mas é tudo artificial. Aqui, a fisicalidade do ator já traz realismo maior.

Como você conseguiu imprimir sua marca ao filme?

Quando encontrei Tom (Cruise) pela primeira vez, ele disse que havia gostado de Ratatouille e que se eu quisesse fazer live action, o procurasse. A chance surgiu com MI-4.

Houve muita pressão?

Sempre há, no caso de uma sequência, mas Tom me deixou muito confortável e também louco, querendo fazer os próprios stunts nas cenas de ação.

Para mim, o filme trata de ressurreição. O que pensa disso?

Uau. Pensei que estava fazendo um filme pipoca, mas você me prova que tem muito mais. Não nego que tivesse minhas pretensões, mas o filme é do público. Se o espectador ficar só na pipoca, não vai ver nada disso. / L.C.M.

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