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Firth diz que papel em 'O Discurso do Rei' foi o mais difícil de sua carreira

Ator diz que segredo para tornar gagueira verossímil foi acreditar que realmente tinha um defeito na fala

EFE

02 de fevereiro de 2011 | 15h10

O ator britânico Colin Firth, candidato ao Oscar de Melhor Ator por O Discurso do Rei, de Tom Hooper, afirmou nesta quarta-feira que interpretar o monarca George VI da Inglaterra foi "provavelmente o papel mais difícil" de sua carreira.

Em entrevista concedida ao jornal francês Le Figaro, Firth destacou que seu segredo para tornar a gagueira do pai da rainha Elizabeth II verossímil foi acreditar que realmente tinha um defeito na fala.

"Eu tinha que me esforçar para não gaguejar. O que os espectadores veem é um homem que tenta desesperadamente não fazê-lo, e não o contrário", revelou o britânico, cujo filme conquistou sete indicações ao Oscar.

"Não interpretava um rei desde a época em que encenava Shakespeare na universidade", disse Firth ao jornal francês, que também relatou que enquanto estudava para o papel gostava de "observar como as pessoas reagem diante de um rei".

"Em uma cerimônia com a presença do príncipe Charles, um amigo meu, um verdadeiro hippie, literalmente se metamorfoseou, mostrando-lhe um respeito infinito (risos). Me dei conta de que um monarca não percebe as pessoas além de um modo de representação permanente. E isso acontece desde o dia de seu nascimento".

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