Fique de olho na moda verão

O sol começa a dar expediente diário por conta de uma primavera acalorada, e é hora de conferir como vai ser a moda verão nas areias do País. Os biquínis brasileiros - primeira peça do vestuário a garantir fama à moda nacional no exterior - chamam a atenção para os seios, área atualmente muito valorizada no corpinho brazuca. Onde a natureza não ajuda, o silicone colabora. E dá-lhe decotes e cavas para revelar formas, curvas e bronzeados. "De dois anos para cá as mulheres começaram a se preocupar muito com o busto", diz Amir Slama, da Rosa Chá, que criou modelos com fendas nos seios. Do Brasil para o mundo Este ano, pela primeira vez, a moda praia teve um dia só para ela no MorumbiFashion Brasil, o calendário oficial da moda nacional. Da edição de verão, em junho, participaram quatro gigantes do setor: Rosa Chá, Rygy, Cia. Marítima e Blue Man. Merecidamente, os biquínis e maiôs ganharam espaço na passarela mais falada do País. O volume total de peças de moda praia comercializadas no Brasil é de 40 milhões por ano. O mercado feminino responde por 80%. Segundo dados de pesquisas realizadas pela DuPont, fabricante do elastano Lycra, o Sudeste lidera o consumo, com 67,5% do total. Para as mulheres do Brasil e do mundo, Amir Slama fez para a Rosa Chá um verão inspirado em Carmen Miranda. Seu desfile na Semana de Moda de Nova York, em setembro, lotou uma das salas do Bryant Park e provou que o biquíni daqui está pronto para desembarcar em outras praias. Estampas de flores e frutas, além de imagens com o rosto da cantora-símbolo da brasilidade, enfeitam os modelos. O verão da Rosa Chá consegue ser sexy e chique, sem a vulgaridade óbvia de quem quer aparecer na praia . Os recortes no busto valorizam as formas, mas complicam na hora do sol: a brasileira não gosta de ficar cheia de marcas. Os preços da Rosa Chá também não são para qualquer um. Os biquínis oscilam de R$ 85 a R$ 130. A Cia. Marítima, de Benny Rosset, comemora dez anos de estrada trazendo para o primeiro verão do século uma moda com forte inspiração nos anos 70. A referência aparece nas estampas e na modelagem. Apesar do look revival, o que não falta às peças é contemporaneidade. Rygy volta aos anos 80 A coleção é dividida em três segmentos, ligados por meio das cores. Psycoforms aposta na psicodelia dos 70 e traz desenhos gráficos e traços livres que criam efeitos alucinógenos, típicos da época. Elementos divertidos, como bolas e margaridas, são presenças indispensáveis. Leafchic vem com folhas, uma opção para quem quer fugir dos florais. A flora é retratada de maneira divertida, em combinações irreverentes. As folhagens dão um clima de floresta tropical. Patch-match mistura todo tipo de estampas e cores em um só modelo. Os biquínis da Cia. Marítima estão à venda na Track & Field e variam de R$ 49 a R$ 97. Na coleção da Rygy, o passado é mais recente: os anos 80. Surgem na arara da grife muitos drapeados, franzidos e argolas, todos hits daquela década. A Blue Man homenageia as praias do País com a estampa Canoa Quebrada, que representa a arte das areias coloridas, como aquelas usadas nas garrafinhas do Nordeste. O artesanato nordestino está presente nos acabamentos, com bordados de ráfia, nós de rede e renda de bilro. As peças são encontradas por preços que variam de R$ 50 a R$ 70.

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