Finalistas do Turner Prize buscam chocar a crítica

A galeria de arte Tate Britain apresentou nesta terça-feira em Londres os quatro finalistas de seu polêmico prêmio anual, o Turner Prize, destinado a artistas contemporâneos ingleses. Tradicionalmente vencido por artistas que conseguem chocar crítica e público, o Turner Prize deste ano motivou uma advertência da galeria a menores de 16 anos, a quem se recomenda que não vão ver a exposição. O trabalho favorito é o dos irmãos Jake e Dino Chapman. Eles concorrem com uma escultura em bronze que imita bonecas infláveis em ato sexual, além de uma série de esculturas de corpos em decomposição que são devorados por cobras, ratos e outros animais. São deles também versões grotescas de desenhos do espanhol Francisco de Goya. Mas o trabalho que mais investe no choque moral é o do artista Grayson Perry. Ele concorre ao Turner Prize com vazos de cerâmica que mostram cenas de abuso sexual de crianças, sexo explícito e morte. Os outros dois finalistas, Willie Doherty e Anya Gallacio, foram considerados tímidos perto dos outros dois. Doherty mostra em duas telas imagens de um mesmo homem correndo em sentidos contrários. Gallacio levou frutas e flores para se decomporem durante a exposição. O vencedor do Turner Prize, que vai embolsar US$ 30 mil, será conhecido em 7 de dezembro.

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