Fim do prazo para ingressos numerados

Hoje termina o prazo de 120 dias dado pela Prefeitura para os cinemas, teatros, casas de espetáculos, estádios de futebol e ginásios de esportes para se adaptarem à Lei nº 11.786, que obriga todos a venderem bilhetes numerados. Mas parece que as mudanças não irão acontecer como o vereador José Mentor (PT), que escreveu a lei, esperava. Pelo menos, nos cinemas e nas casas de espetáculos. Quem freqüenta os cinemas da cidade deve ter reparado que, até agora, nada mudou. Nem vai mudar, se depender dos proprietários das salas. As casas de espetáculos também parecem estar dispostas a ignorar a lei. A Via Funchal, por exemplo, vai apresentar um show de uma banda de heavy metal, no dia 21, e vai vender ingressos de pista normalmente. No Credicard Hall e no DirecTV Music Hall também não há alterações na venda de convites. Nas casas de shows que têm pista, onde se pode assistir a algumas apresentações em pé, ainda não foram feitas marcações no chão, para delimitar o espaço a ser ocupado por cada pessoa, como sugere a lei do vereador. Por pressão dos diretores de salas de cinema, Mentor se reunirá, na próxima semana, com o secretário municipal da Cultura, Marco Aurélio Garcia, para discutir o assunto. "Eles querem ser dispensados de cumprir a lei. Alegam que não há como vender assentos numerados porque têm sessões contínuas e a fila vai se transferir para a bilheteria. Acho que é uma questão de organização", afirma o vereador. Mentor está disposto a conversar, mas não mostra interesse em mudar a lei. "Talvez possamos dar um prazo maior para se adaptarem." Mesmo com a reunião marcada, a Secretaria da Implementação das Subprefeituras, por intermédio das Administrações Regionais, já pode começar a fiscalização na segunda-feira, inclusive nos cinemas. A multa para o não cumprimento da lei será de R$ 1.074,79 e dobrará em caso de reincidência. Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Multiplex (Abraplex), Valmir Fernandes, responsável pelas redes Cinemark, Hoyts General e UCI, diz que não tem uma posição sobre o assunto e que não sabe quando nem como serão feitas as mudanças. Outros diretores de cinemas, como Adhemar Oliveira, do Espaço Unibanco, e Paulo Chedid, da Haway, não foram encontrados pela reportagem.

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