AP
AP

Filósofo humanista Paul Kurtz morre aos 86 nos Estados Unidos

Ele dedicou a vida a combater preconceito contra ateus e agnósticos

Reuters

22 Outubro 2012 | 20h17

O filósofo norte-americano Paul Kurtz, que dedicou sua vida a combater o preconceito contra ateus e agnósticos, morreu no fim de semana aos 86 anos, noticiaram sites nesta segunda-feira, 22.

O Centro para a Investigação (CFI), entidade laica e humanista fundada por ele em 1991, disse que o ex-professor universitário de Buffalo, que como militar ajudou a libertar o campo de concentração de Dachau em 1945, morreu em Amherst, no Estado de Nova York.

"Ele foi uma das figuras mais influentes nos movimentos humanista e cético a partir do fim da década de 1960 e na primeira década do século 21", disse um obituário divulgado pelo CFI, entidade que ele deixou em 2010 por causa de uma disputa sucessória.

Nascido em 1925 numa família judia de Nova York, Kurtz escreveu ou editou mais de 50 livros sobre a ética sem religião, críticas da religião e dos fenômenos paranormais, e sobre o ceticismo, ou seja, a contestação de uma sabedoria recebida.

Ele é conhecido também por inventar o termo "eupraxsofia", para descrever filosofias de vida como o humanismo secularista, que rejeita a crença no sobrenatural e enfatiza a importância de uma vida ética com base na razão, na lógica e na ciência.

Mais conteúdo sobre:
GENTE PAUL KURTZ*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.