EFE/EPA/Zsolt Szigetvary Hungary Outhungary
EFE/EPA/Zsolt Szigetvary Hungary Outhungary

Filósofa húngara Agnes Heller morre aos 90 anos

Perseguida pelo regime comunista nos anos 1970, ela se se exilou para lecionar na Austrália e em Nova York

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 03h52

BUDAPESTE - A filósofa húngara Agnes Heller, dissidente do regime comunista na Hungria e crítica nos últimos anos do primeiro-ministro Viktor Orban, morreu nesta sexta-feira, 19, aos 90 anos.

A filósofa, que conseguiu evitar ser deportada para os campos de extermínio nazistas no final da Segunda Guerra Mundial, enquanto vários de seus familiares foram assassinados pelo regime hitlerista, era especialista em ética, história, estética e filosofia cultural e histórica.

"Agnes Heller, membro da Academia Nacional de Ciências, filósofa e professora da New School for Social Research de Nova York [...] faleceu no dia 19 de julho, aos 90 anos", informou a Academia Húngara de Ciências (MTA).

Nascida no dia 12 de maio de 1929 em Budapeste, Heller foi aluna de um dos principais pensadores húngaros do século XX, o filósofo marxista Georg Lukacs (1885-1971), e se tornou uma das figuras da Escola de Budapeste, corrente crítica ao socialismo húngaro que se desenvolveu após a revolta de 1956 em Budapeste, reprimida pelas tropas soviéticas.

Considerada dissidente e perseguida pelo regime comunista nos anos 70, Agnes Heller, nascida em uma família judia - seu pai morreu em Auschwitz - se exilou para lecionar na Austrália e em Nova York, onde ocupou a cátedra de Hannah Arendt.

Ao regressar à Hungria, nos anos 2000, se tornou uma figura da oposição intelectual ao premier conservador Viktor Orban, no poder desde 2010 e cujo governo multiplicou as campanhas contra a filósofa. / AFP e EFE

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