FILMES PARA O PLANETA

"Não sou um cineasta americano - sou cineasta, americano, mas faço filmes para o planeta." Quentin Tarantino foi enfático ao reforçar o universalismo de sua obra. "Viajo o mundo todo e sinto uma identificação com o que faço. Tem sido assim desde meu primeiro filme, Cães de Aluguel. Os EUA não passam de mais um mercado."

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h08

Tarantino festejava o Oscar pelo roteiro original conquistado por Django Livre. E, se as palavras desse filme encantaram boa parte do mundo, o roteiro foi bem criticado nos EUA. "Foi algo positivo, mesmo assim", admitiu ele. "O que eu realmente queria era iniciar um debate sobre a escravidão e o papel da América. Mostrar especialmente aos Estados do sul dos EUA como era a região naquela época. Muita gente não gostou, mas houve quem aprovasse. Espero que esse tipo de discussão continue."

O debate significa a volta de um público mais adulto para o cinema, uma parcela interessada em pensar os problemas atuais e do passado. "Fiz muitas pesquisas sobre os filmes dos anos 1969, 70 e 71, que marcam o início da chamada 'Nova Hollywood', com predomínio de temas mais sérios", observou ele que, ao analisar os nove indicados para melhor filme, percebeu um prosseguimento dessa tendência. "Claro que há interesses comerciais, os produtores precisam faturar, mas noto uma saudável tendência."

Tarantino não descarta uma provável continuação de Django Livre. E, se acontecer, não deverá contar com o Christoph Waltz, que ganhou seu segundo Oscar como coadjuvante em um filme de Tarantino - o anterior foi Bastardos Inglórios. / U.B.

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