Filme prefere apostar na paródia

O decisivo plebiscito chileno ocorrido em 5 de outubro de 1988 inspirou também o filme No, do cineasta Pablo Larraín, que foi exibido na Quinzena dos Realizadores do último festival de Cannes.

O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 03h09

Inspirado na peça El Plebiscito, de Antonio Skármeta, o longa é estrelado por Gael García Bernal, que interpreta René Saavedra, um mexicano filho de exilados chilenos que deixa a apatia política para encabeçar a campanha publicitária pelo 'não', especialmente na televisão.

Diante de um discurso frio e calculista defendido pelos governistas, os contrários à permanência de Augusto Pinochet no poder eram alegres e criativos.

"Foi esse papel que me devolveu a alegria de voltar a filmar", disse García Bernal à imprensa chilena, em maio. "Até então, eu vivia uma fase muito crítica em relação à produção cinematográfica atual."

Ao contrário do romance de Skármeta agora lançado no Brasil, No não aposta em um final feliz - "Trata-se mais de uma paródia", comentou o diretor Larraín, na mesma entrevista. "Afinal, a vitória do 'não' marcou o início de outro capítulo tragicômico da história chilena."

O longa, no entanto, agradou em cheio à plateia de Cannes, pois recebeu uma ovação ao final, com cinco minutos de aplauso ininterrupto. / U.B.

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