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Filme de Mara Mourão está 'causando'

'Quem se Importa?' estreiou no fim de semana com temática sobre empreendedorismo social

LUIZ CARLOS MERTEN - O Estado de S.Paulo,

17 de abril de 2012 | 03h08

Estreado na sexta-feira, o longa Quem se Importa?, de Mara Mourão, virou o bochicho do fim de semana. "O filme está causando", diz a diretora. "No Facebook, o número de compartilhamentos não para de crescer." Quem se Importa?, segundo a própria Mara, é o upgrade de seu documentário anterior, Doutores da Alegria. Lá, ela abordava uma instituição e o seu efeito social. "Tem gente que me diz que Doutores mudou sua vida. Mudou a minha. Antes eu era diretora de filmes como Alô? e Avassaladoras. As pessoas me diziam - 'Ri muito, me diverti muito.' E só. Doutores me abriu uma nova possibilidade. Quero muito mais do cinema, e de mim."

Quem se Importa? oferece uma aula de empreendedorismo social. Como? "A figura do empreendedor social é muito recente. Não tem mais de 30 anos. Muita gente ainda se pergunta - o que é isso? É profissão? Para mim, é um estado de espírito dentro de muitas profissões. Existem empreendedores sociais médicos, professores, etc. Na pré-estreia de Quem se Importa?, um amigo me disse que eu sou uma empreendedora social. Não me encaro desse jeito, mas coloquei no filme a Jehame Noujaim como uma espécie de alter ego, justamente para discutir uma coisa que, para mim, é superimportante. O cinema pode mudar a vida das pessoas? O cinema, não. Os filmes, sim. E os filmes que quero fazer visam a esse efeito."

Crítica do próprio trabalho, Mara sabe que está lidando com um tema quente e, mais que isso, capaz de ter desdobramentos sociais. Ela já mostrou Quem se Importa? em escolas e, em toda parte, as reações são entusiasmadas. "Os adolescentes são muito espontâneos, e têm aquela energia. Eles ficam pilhados, querendo agir." A questão é que se trata de um filme. Está chegando ao circuito com filmes de arte, ou comerciais. Disputa um espaço com eles. Como a diretora avalia a linguagem de Quem se Importa? "O filme é muito denso. Tenho muita gente, muitas entrevistas. Doutores era sobre uma só instituição. Era mais agradável, mais leve. Tentei dar leveza a Quem se Importa? por meio das animações. Sinceramente, o aspecto social é mais forte aqui, mas o cinema tem mais espaço lá", ela admite.

Foram quatro anos de muito trabalho. A busca por patrocinadores - são 13 -, a escolha dos entrevistados, no País e no exterior, a montagem. Mara filmou em chroma, mas não foi uma opção estética. "Encontrei muitos dos entrevistados fora do seu hábitat. Filmei em chroma pensando em como dar uma unidade, como criar um fundo com o trabalho de cada um." Seu marido, Wellington Nogueira, está presente de novo (depois de Doutores). "Não é nepotismo. Wellington é um empreendedor. Transformou minha vida. Sem ele, eu seria uma patricinha."

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