FILME DE BRUNO BARRETO CONQUISTA O PÚBLICO

Bruno Barreto estava emocionado no final da projeção de Reaching for the Moon no Friedriechstad Palast, na segunda-feira à noite. É a segunda maior sala do festival e sobravam poucos lugares. O público reagiu calorosamente, dedicando ao filme o mais longo aplauso desse festival - em qualquer sessão a que o repórter tenha ido. Reaching for the Moon trata da ligação entre a poeta Elizabeth Bishop e a paisagista brasileira Lota de Macedo Soares. O que tem de melhor é a qualidade da interpretação e, neste quesito, apesar do reconhecido talento de Gloria Pires (como Lota), as honras do filme vão todas para Miranda Otto, que faz Elizabeth.

BERLIM, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2013 | 02h05

Durante um encontro com o repórter, logo após a entrevista com o diretor, a princesa Eowyn da trilogia O Senhor dos Anéis confessou: "Foi minha mais intensa experiência de interpretação. Coloquei my guts (entranhas) no filme". Bruno contou que sua mãe, a produtora Lucy Barreto, possuía os direitos do livro e lhe ofereceu a direção, mas o que o levou a descobrir o material foi a peca Flores Raras, de Martha Goes, e por isso ele lhe faz um agradecimento no final. Seu interesse foi pelo tema da perda. Reaching for the Moon cria uma inversão, a mulher forte que se fragiliza (Lota) e a frágil que descobre sua fortaleza (Elizabeth). É secundário nesse momento discutir as cenas de sexo homossexual, mas elas poderão criar certa sensação no lançamento, em 24 de maio.

Bruno já fez coisas melhores - apesar do empenho, não repete suas melhores direções, incluindo Última Parada: Ônibus 174, que é bem melhor do que as pobres críticas que recebeu.

Irã. Ontem, foi o dia de Jafar Panahi aqui no festival. O cineasta iraniano, confinado em seu país, conseguiu fazer um filme que chegou à Berlinale, onde sua cadeira tem ficado vazia nos últimos anos. Em Closed Courtain, Cortina Fechada, um homem se isola tentando proteger seu cão, considerado animal impuro pelo islamismo radical. O filme recebeu aplausos, provavelmente pela situação do diretor, mas também foi vaiado. Grandes filmes já foram vaiados em grandes festivais. Mas não é o caso desse. Panahi coassina aqui, com Kambuzia Partovi, Isso Não É Um Filme 2. / L.C.M.

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