FILME DE 1939 FOI CONFUSO

A versão para o cinema de O Mágico de Oz tinha tudo para ser um fracasso. Em 1938, a MGM comprou os direitos da obra de L. Frank Baum e o roteiro ficou pronto em nove meses, depois de passar por várias pessoas (16, exatamente). Em seguida, a dificuldade estava na escolha do elenco, com atores trocando de papéis repetidamente no começo das filmagens - até Judy Garland correu o risco de não representar Dorothy, pois alguns executivos do estúdio cogitaram trocá-la por Shirley Temple, que não foi liberada pela Fox.

O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h09

Também a direção representava um problema - apesar de assinado por Victor Fleming, o longa também foi conduzido por Richard Thorpe, George Cukor e King Vidor. Thorpe iniciou as gravações, mas foi demitido após algumas cenas. Cukor assumiu o comando e mudou a maquiagem e o figurino de Judy Garland, obrigando a refilmagem de vários momentos. Mas, como já estava compromissado com outro projeto (...E o Vento Levou), Cukor deixou o cargo para Fleming. King Vidor dirigiu as cenas em preto e branco, mas não recebeu crédito.

A confusão era tamanha que até a música que se tornaria clássica, Over the Rainbow, correu o risco de ficar de fora. Por fim, o longa se tornou em um dos grandes clássicos de Hollywood. / U.B.

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