Ficção de 56 e De Palma de 1981

Shrek

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2013 | 02h09

16H05 NA GLOBO

(Shrek). EUA, 2001. Direção de Andrew Adamson e Vicky Jenson.

A DreamWorks inicia o que poderá vir a ser nova série de animação com Os Croods, que estreia em 21 de março, narrando as aventuras de uma família na pré-história. A empresa fez história com essa outra série que teve quatro episódios e foi um sucesso tão grande, de público e crítica, que muita gente chega a dizer que há uma animação antes e depois de Shrek. O filme conta a história de ogro que vive feliz no seu pântano, até ser cooptado para resgatar princesa aprisionada. Se Shrek, até por sua natureza física, é um anti-herói, a identidade da princesa também revela sua dose de surpresa. Veja e desfrute como a dupla de diretores Adamson e Benson subverte contos de fadas tradicionais. Reprise, colorido, 87 min.

A Bela Junie

22 H NA CULTURA

(La Belle Personne). França, 2008. Direção de Christophe Honoré, com Louis Garrel, Léa Seydoux, Gregoire Leprince-Ringuet, Clotilde Hesme, Agathe Bonitzer, Chiara Mastroianni.

O mais nouvelle vague dos autores franceses de sua geração, Christophe Honoré tem reinventado a tradição da geração que transformou o cinema francês por volta de 1960. Mas ele está longe de ser uma unanimidade - muita gente acha que A Bela Junie é só uma 'Malhação' metida a intelectual. Léa Seydoux faz a garota que troca de cidade e vai estudar na escola do primo. Ela acaba de sofrer uma perda, está solitária e vulnerável e termina se envolvendo com o professor de literatura. De maneira talvez inconsciente, mas muito elaborada, Honoré faz sua versão de A Princesa de Clèves. Há 50 e poucos anos, a versão acadêmica de Jean Delannoy do romance de Madame de Lafayette ganhou o grande prêmio do cinema francês, derrotando os novos filmes de Jean-Luc Godard e François Truffaut. Um sabor de desforra, talvez, e com os atores preferidos do diretor - Louis Garrel, Clotilde Hesme e, recém-integrada ao grupo, mas logo incorporada, Chiara Mastroianni. Na apresentação do programa, Renata de Almeida e Cunha Jr. conversam com a atriz e dramaturga Mara Carvalho. Reprise, colorido, 90 min.

TV Paga

Riscado

14H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 2010. Direção de Gustavo Pizzi, com Karine Teles, Otávio Muller, Giusele Froes.

Jovem atriz tenta mostrar talento, mas ganha a vida imitando divas em comemorações. O belo trabalho de Karine Teles, somado a boas observações, torna o filme mais do que simplesmente interessante. Reprise, colorido, 85 min.

O Planeta Proibido

18H15 NO TCM

(Forbbiden Planet). EUA, 1956. Direção de Fred Wilcox, com Walter Pidgeon, Anne Francis, Jack Kelly, Earl Holliman, Leslie Nielsen.

Uma das ficções científicas mais divertidas de seu tempo e um filme que, com o tempo, adquiriu status de cult e hoje é considerado adiante de sua época. A história acompanha equipe que viaja a planeta distante para tentar descobrir o que ocorreu com colônia de terráqueos estabelecida 20 anos antes. Altair, o planeta, tem areia cor-de-rosa, céu verde e duas luas. A trama transpõe Tempestade, de Shakespeare, para o espaço sideral e é extremamente elaborada e inteligente, plena de ressonâncias sexuais e com um personagem, o robozinho, que certamente influenciou futuras fantasias de George Lucas na série Star Wars. Reprise, colorido, 98 min.

Um Tiro na Noite

20 H NO TELECINE CULT

(Blow Out). EUA, 1981. Direção de Brian De Palma, com John Travolta, Nancy Allen, John Lithgow, David Warner.

Há 32 anos, De Palma estava no auge do talento quando se permitiu combinar suas obsessões sobre o assassinato de John Kennedy com os temas de Michelangelo Antonioni em Blow Up - Depois Daquele Beijo e o estilo audiovisual de Alfred Hitchcock. Poderia ter dado tudo errado, mas resultou numa trama fascinante e num suspense bem urdido, além de ter um som que joga papel importante no próprio relato. John Travolta faz o técnico que capta sons para uma filmagem e termina testemunhando acidente de carro. Ele salva a passageira, mas o homem morre. Era candidato a presidente e, na verdade, toda a operação, tinha por objetivo evitar que concorresse. Com a vida em perigo, Travolta e Nancy Allen se unem para enfrentar os conspiradores. Embora muito atraente, o filme se ressente dos excessos do diretor, como se De Palma estivesse inebriado demais em mostrar seu controle sobre a câmera, que não para de se mexer. Reprise, colorido, 107 min.

Bel Ami - O Sedutor

23h55 no Telecine Premium

(Bel Ami). Inglaterra, 2012. Direção de Declan Donnellan e Nick Ormerod, com Robert Pattinson, Uma Thurman, Kristin Scott-Thomas, Christina Ricci, Anthony Higgins, Holliday Grainger.

Quando resolveu investir numa carreira a sério, disposto a mostrar que tinha talento, o astro de Crepúsculo, Robert Pattinson, primeiro viajou ao passado, nesta adaptação de Guy de Maupassant, antes de viajar na derrocada do capitalismo com David Cronenberg em Cosmópolis. O vampiro Edward vira agora garoto pobre que, na Paris da Belle Époque, vira gigolô e se envolve com várias mulheres. Ao mesmo tempo que provoca o desejo, ele se descobre traído e manipulado, e planeja sua vingança. A dupla de diretores Donnellan/Ormerod emulou o pior de James Ivory - cuidado cenográfico, ausência de vigor na mise-en-scène. Pattinson não convence. Não é que seja, ou esteja ruim. O papel não era para ele. Reprise, colorido, 102 min.

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