Festival pop, rock e eletrônico acontece amanhã em SP

Festival Planeta Terra traz 15 atrações nacionais e internacionais, como Cansei de Ser Sexy e Devo

PEDRO HENRIQUE FRANÇA, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 14h16

Se você desconhece a existência da Villa de Galpões do Morumbi, não se assuste. Nunca utilizada para eventos anteriormente, cerca de 15 mil pessoas passarão a conhecer este espaço de 150 mil metros quadrados neste sábado, 10, por diferentes razões. Alguns vão até lá para saber mais sobre a tal banda de garotas brasileiras que despontaram no exterior (Cansei de Ser Sexy). Outros querem curtir o celebrado rock do Kasabian ou o new-wave do Devo. Mas grande parte deve se deslocar mesmo até a zona sul paulistana para assistir o pop de Lily Allen, a bela menina inglesa que se tornou fenômeno da mídia por meio do seu blog.Trata-se do Festival Planeta Terra. Iniciado há dois anos para promover shows individuais - Pearl Jam, Jamiroquai e Black Eyed Peas -, o evento parte agora para uma dimensão bem maior, com 15 atrações nacionais e internacionais, que se apresentarão nos três palcos espalhados pelo local, em um total de dez horas de música. A abertura dos portões está prevista para 17 horas. E vale lembrar que os ingressos continuam à venda, por R$ 80, e que, apesar do horário, a entrada não é permitida para menores de 18 anos.   Segundo o executivo de marketing do Terra, Alexandre Cardoso, a decisão de ampliar o evento surgiu após o show do Black Eyed Peas, por concluírem que já tinham cumprido o primeiro objetivo: se conectar com o público jovem por meio da música, e, claro, alavancar a marca. "Chegamos à conclusão de que já tínhamos nos aproximado dos jovens através da música. E aí veio a idéia de encampar nossa proposta em um festival", conta Cardoso.   O fato é que quem for ao Planeta Terra irá se deparar com os mais diversos estilos (e tribos) pelo local. Os três palcos são focados em variadas vertentes da música. O "Main Stage" recebe as principais atrações - Lily, Devo e Kasabian -, além dos mineiros do Pato Fu, o grupo Supercordas e os paulistanos do Instituto Racional. Já o Indie Stage, como o próprio nome diz, recebe os músicos da chamada cena independente do rock. Dentre eles, os brasileiros do Lucy and the Popsonics, os canadenses do Tokyo Police Club, o duo norueguês Datarock, além das meninas do Cansei de Ser Sexy e os norte-americanos do The Rapture. O terceiro palco, denominado DJ Stage, terá como essência alguns representantes da música eletrônica - Renato Ratier, Jon Carter, e a dupla Layo e Buschwacka!. A razão para apostar em um conceito visivelmente eclético é, de certa forma, óbvia: agradar gostos distintos e, com isso, mais público. Para o executivo do Terra, entretanto, a diversidade faz parte do conceito do evento e até dos jovens, de não se prender a um estilo único de música. "Não é um festival de rock ou eletrônica, mas sim um festival de música", observa. "O jovem hoje não está mais fechado em uma tribo. Ele vai pra Salvador, em micaretas, e escutam eletrônico nos carros. Não tem uma fronteira, nem um discurso estabelecido. E é por esse caminho que optamos trilhar", emenda Cardoso.   O Planeta Terra não se restringe ao espaço físico do evento. Além da transmissão na íntegra e online pelo portal, haverá recursos de interação entre o público que estiver lá e internautas que estiverem acompanhando do computador, como, por exemplo, por meio de mensagens SMS. "Temos uma dinâmica grande entre o portal e o evento", diz Cardoso. Entre o divertido pop de Lily Allen, as músicas da fase Racional de Tim Maia, revisitadas pelo Instituto, e o rock dançante do The Rapture, os milhares de jovens que acompanharem o festival vão poder também badalar nessas dez horas. Motivo, aliás, de uma boa parcela do público - como sempre. Festival Planeta Terra. Villa dos Galpões, Av. das Nações Unidas, 20.003, portões 1 e 2, São Paulo. Amanhã, a partir das 17h. R$ 80. Mais informações sobre ingressos: www.ticketmaster.com.br.

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